O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), uma operação para investigar o deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos, conhecido como **Val Ceasa (PRD)**, por suspeita de ligação com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Além do parlamentar, um ex-vereador e um ex-assessor parlamentar figuram como alvos da ação.
Influência política para barrar operação da Polícia Militar
A investigação, conduzida pela Procuradoria-Geral de Justiça, aponta que os suspeitos teriam utilizado influência política para obter informações privilegiadas sobre uma operação sigilosa da Polícia Militar. A ação original tinha como objetivo a demolição de imóveis situados no bairro de Parada de Lucas, na região do Complexo de Israel, Zona Norte do Rio, apontados como infraestrutura da facção criminosa.
De acordo com o MP, os investigados justificaram que as construções eram destinadas a serviços sociais. No entanto, as apurações indicam que tal alegação não condiz com a realidade. A atuação do grupo teria resultado no adiamento direto da operação de demolição planejada pelas forças de segurança.
Mandados atingem gabinete na Alerj e imóveis no Espírito Santo
Ao todo, foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). As diligências ocorreram no gabinete do deputado na Alerj, na sede da Ceasa e em endereços na capital fluminense e no Espírito Santo.
A operação recebe o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ e da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (Ciafor) da Polícia Civil. A Alerj declarou em nota que está colaborando com as autoridades e cumprindo as determinações judiciais, reforçando seu compromisso com a transparência.
O ex-vereador mencionado na investigação foi identificado como Ulisses Marins (União Brasil). Em comunicado, a Prefeitura do Rio esclareceu que Marins não integra o quadro de servidores municipais, ressaltando que sua nomeação foi reprovada pelo setor de integridade da administração em 2025.
Até o momento, as defesas dos investigados não foram localizadas para comentar as acusações detalhadas pelo Ministério Público. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações das partes citadas.
Fonte: Globo