Gráfico representando a alta da inflação na zona do euro. Gráfico representando a alta da inflação na zona do euro.

Zona do euro registra inflação de 3% e pressiona o BCE

A inflação na zona do euro atingiu 3% em abril, superando a meta do BCE. O cenário gera pressão por alta nos juros diante da crise no petróleo e Irã.

A inflação da zona do euro superou a meta de 2% estabelecida pelo Banco Central Europeu (BCE) em abril. O avanço dos preços coloca o colegiado sob pressão para elevar as taxas de juros, embora o crescimento econômico moderado e os dados de preços subjacentes ainda tragam cautela sobre a urgência de uma medida imediata.

Inflação atinge 3% em abril com alta nos preços de energia

O índice de preços ao consumidor saltou para **3,0% em abril**, ante 2,6% registrados no mês anterior. A expectativa é de que o indicador continue em trajetória de alta, dado que os preços do petróleo atingiram o patamar de US$ 124 por barril, o maior valor em quatro anos, impulsionados pelas consequências da guerra com o Irã.

Apesar do cenário, os dados atuais não sugerem que a inflação energética esteja contaminando a economia de forma generalizada. O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis, desacelerou para 2,2% em abril, frente aos 2,3% de março, refletindo uma perda de fôlego nos preços de serviços.

Mercado projeta aperto monetário a partir de junho

Embora o BCE deva manter as taxas inalteradas na reunião desta quinta-feira, investidores apostam em um movimento de alta em junho. A previsão é de que o banco central realize pelo menos dois ou três ajustes nos juros ao longo deste ano, visto que a estabilidade geopolítica no Irã parece distante e os preços do petróleo superam as projeções do cenário adverso da autoridade monetária.

“Mesmo que os aumentos das taxas de juros pouco possam fazer em relação às pressões de custo de primeira ordem decorrentes da guerra, acreditamos que o BCE se concentrará em garantir que as expectativas de inflação permaneçam bem ancoradas por meio de um aperto modesto em sua Política monetária”, afirmou Antti Ilvonen, analista do Danske Bank.

Crescimento econômico desacelera no primeiro trimestre

O cenário de aperto monetário ocorre em um momento de fragilidade para a economia europeia. O crescimento do bloco recuou de 0,2% para **0,1% no primeiro trimestre**, com economistas alertando para o impacto severo do choque nos preços do petróleo sobre a atividade produtiva.

Fonte: Moneytimes