Gráfico de desempenho da atividade econômica brasileira. Gráfico de desempenho da atividade econômica brasileira.

IBC-Br cresce 0,5% em abril com alta na indústria e serviços

O IBC-Br, prévia do PIB calculada pelo Banco Central, registrou alta de 0,5% em abril, impulsionado pela indústria e pelo setor de serviços no país.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central nesta quarta-feira (17), registrou expansão de 0,5% em abril na comparação com o mês anterior. O cálculo considera o ajuste sazonal, metodologia utilizada para comparar períodos distintos com maior precisão.

O resultado representa uma recuperação em relação a março, mês em que o indicador apresentou retração de 0,2%. O desempenho de abril marca o maior avanço desde fevereiro, período em que a economia registrou alta de 0,6%.

Indústria e serviços impulsionam alta do IBC-Br

O comportamento da atividade econômica em abril foi heterogêneo entre os setores. A agropecuária manteve estabilidade, enquanto a indústria apresentou alta de 0,4% e o setor de serviços registrou crescimento de 0,3%.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o IBC-Br cresceu 0,9%. No acumulado do ano, o indicador avançou 1,3%, enquanto nos 12 meses encerrados em abril a alta foi de 1,6%. Estes dados foram calculados sem ajuste sazonal.

O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, funcionando como um termômetro da evolução econômica. O resultado oficial é medido pelo IBGE, que utiliza uma metodologia distinta da prévia do Banco Central.

Juros em 14,5% ao ano moldam ritmo de crescimento

A desaceleração da atividade econômica ao longo de 2025 e 2026 é um movimento esperado pelo mercado financeiro e pelo Banco Central, dado o atual patamar da taxa básica de juros. A Selic está fixada em 14,5% ao ano, nível considerado elevado para conter pressões inflacionárias.

O mercado financeiro projeta um crescimento do PIB de 1,96% em 2026, indicando uma desaceleração frente aos 2,3% registrados no ano anterior. O Banco Central sustenta que o ritmo menor de crescimento é um elemento necessário para a convergência da inflação à meta de 3%.

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC informou que o chamado “hiato do produto” segue positivo. Isso significa que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.

Diferenças metodológicas entre IBC-Br e PIB

Os resultados do IBC-Br funcionam como uma “prévia do PIB”, mas possuem cálculos distintos. O indicador do Banco Central incorpora estimativas para agropecuária, indústria e serviços, além de impostos, mas não considera o lado da demanda, que compõe o cálculo do IBGE.

O IBC-Br é uma das ferramentas fundamentais utilizadas pelo Banco Central para definir a taxa Selic. Um crescimento mais acelerado da economia pode gerar maior pressão inflacionária, o que impacta diretamente as decisões sobre a trajetória dos juros no país.

Gráfico de desempenho da atividade econômica brasileira
Indicador de atividade econômica do Banco Central aponta crescimento em abril.

Fonte: G1