Ex-presidente Jair Bolsonaro em sua residência durante prisão domiciliar. Ex-presidente Jair Bolsonaro em sua residência durante prisão domiciliar.

PM explica a Moraes por que não revistou carro de Bolsonaro

Polícia Militar Bolsonaro STF: Polícia Militar explica a Moraes revista em carro de Bolsonaro. A Polícia Militar do Distrito Federal reconheceu, em…

A Polícia Militar do Distrito Federal reconheceu, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que não realizou a revista no veículo onde foi apreendida uma arma de fogo do ex-presidente Jair Bolsonaro na última segunda-feira (15). A pistola Glock 9mm foi localizada durante uma blitz da própria corporação em Brasília, e uma consulta ao sistema do Exército confirmou o registro do armamento em nome do ex-presidente.

O caso foi encaminhado ao STF devido à condição de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes, relator da execução da pena, solicitou esclarecimentos à defesa do ex-presidente e à Polícia Militar sobre as circunstâncias da apreensão. O carro era conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e cedido à Casa Civil para atuar na segurança do ex-presidente.

Veículos do GSI ficam em via pública e sem vistoria da PM

No ofício enviado ao STF, o chefe do Núcleo de Custódia da PM esclareceu que as equipes responsáveis pelo monitoramento da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro inspecionam apenas os veículos que entram e saem da residência. Segundo a corporação, os carros do GSI permanecem na área externa e, por esse motivo, não passam por vistorias.

“Quanto aos veículos utilizados pelos agentes do Gabinete de Segurança Institucional – GSI, estes não adentram a garagem ou área interna da residência, permanecendo estacionados em via pública durante a execução do serviço, razão pela qual não são submetidos à vistorias, como ocorre com os veículos que ingressam ou saem da residência do custodiado”, afirmou a PM. Além disso, a corporação informou que os aparelhos celulares dos agentes do GSI ficam em depósito e não entram no local onde Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses.

Moraes questiona posse de arma em prisão domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes estabeleceu um prazo de 24 horas para que a defesa e a PM prestassem esclarecimentos. O magistrado busca entender por que o ex-presidente mantinha uma arma em casa durante o período de prisão domiciliar humanitária, concedida para tratamento de saúde, e por que solicitou o reparo do equipamento.

“Diante do exposto, (…) determino, no prazo de 24h (vinte e quatro horas), que: 1) A defesa de Jair Messias Bolsonaro se manifeste sobre o referido Boletim de Ocorrência, esclarecendo, inclusive, a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido à titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento”, determinou o ministro.

GSI nega subordinação operacional de agentes de segurança

A Polícia Militar detalhou que, durante a abordagem na DF-001, o condutor informou não possuir a documentação da segunda arma encontrada e declarou que o objeto pertenceria a um terceiro. O militar foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia para os procedimentos legais.

Por sua vez, o GSI declarou que não realiza a segurança de ex-presidentes. “Os servidores à disposição dos ex-Presidentes são de livre indicação dos mesmos e não estão subordinados nem vinculados operacionalmente ao GSI”, informou o órgão, destacando que sua atuação se limita à capacitação e avaliação dos condutores e agentes que compõem a segurança pessoal desses indivíduos.

Fonte: G1