STF condena Eduardo Bolsonaro por coação em processo sobre trama golpista em contexto de Política Econômica STF condena Eduardo Bolsonaro por coação em processo sobre trama golpista em contexto de Política Econômica

STF condena Eduardo Bolsonaro por coação em processo sobre trama golpista

O STF condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão por coação no processo sobre a trama golpista de 2022. Entenda a decisão.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta terça-feira (16) o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pelo crime de coação no curso do processo. O tribunal fixou a pena em quatro anos e dois meses de reclusão em regime semiaberto, além de determinar a inelegibilidade do réu por 12 anos, impedindo qualquer candidatura até 2038.

PGR aponta articulação internacional contra o Judiciário

A ação penal conduzida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou Eduardo Bolsonaro de articular ações nos Estados Unidos para gerar instabilidade e pressionar o Judiciário brasileiro. O objetivo, segundo a acusação, era impedir a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que investiga a trama golpista de 2022.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, apresentou provas como mensagens e publicações que demonstram o uso de influência para ameaçar integrantes do tribunal. Moraes destacou que a atuação parlamentar não justifica ações contra a soberania nacional.

“Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país. Mesmo que estivesse no exercício do mandato, não estaria acobertado pela imunidade parlamentar”, declarou o ministro durante a sessão de julgamento.

Votação unânime e argumentos da defesa

O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Zanin ressaltou que a sucessão de atos ocorridos entre janeiro e setembro de 2025 foi determinante para comprovar a materialidade do crime de coação.

Em contrapartida, a defesa, realizada pela Defensoria Pública da União (DPU), sustentou que as falas do ex-parlamentar estariam protegidas pela liberdade de expressão e pela atividade política. A DPU também questionou a validade do processo, alegando irregularidades na citação do réu, que reside atualmente nos Estados Unidos, e defendeu o impedimento do ministro Alexandre de Moraes na condução do julgamento.

Após a condenação, Eduardo Bolsonaro classificou o processo como “sem pé nem cabeça” em nota oficial. O ex-deputado afirmou que a sentença é nula, alegando ausência de notificação oficial, e sustentou que o julgamento tem como objetivo excluí-lo das próximas eleições.

Fonte: G1