Lula sanciona lei que cria a primeira Universidade Federal Indígena do Brasil em contexto de Política Econômica Lula sanciona lei que cria a primeira Universidade Federal Indígena do Brasil em contexto de Política Econômica

Lula sanciona lei que cria a primeira Universidade Federal Indígena do Brasil

O presidente Lula sancionou a lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind), com foco em educação superior para povos originários a partir de 2027.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira, 28 de maio, a lei que institui a Universidade Federal Indígena (Unind). O projeto, inédito no Brasil, visa atender especificamente às necessidades dos povos originários, com o início das atividades acadêmicas programado para o ano de 2027.

Estrutura multicampi e oferta de cursos

A instituição será vinculada ao Ministério da Educação e terá sua sede administrativa localizada em Brasília. Para abranger a vasta diversidade cultural e linguística presente no país, a Unind operará com um modelo multicampi. A proposta acadêmica pretende consolidar o encontro entre os conhecimentos tradicionais ancestrais e o ensino superior contemporâneo.

O cronograma de implementação prevê a oferta de dez cursos de graduação e pós-graduação nos primeiros quatro anos. A capacidade de atendimento da universidade será de aproximadamente 2,8 mil estudantes, suportada por um corpo docente composto por 366 professores.

Formação acadêmica e áreas estratégicas

As áreas de estudo foram selecionadas com o objetivo de fomentar a autonomia das populações indígenas em diversos setores. A grade curricular contemplará os seguintes campos do conhecimento:

  • Gestão ambiental e territorial
  • Gestão de políticas públicas e sustentabilidade
  • Promoção de línguas indígenas
  • Saúde, direito e agroecologia
  • Engenharias, tecnologias e formação de professores

Governança e processos seletivos

A lei estabelece que os cargos de reitor e vice-reitor devem ser ocupados exclusivamente por docentes indígenas. Inicialmente, o Ministério da Educação realizará as nomeações de forma temporária, até que a universidade finalize a redação de seu próprio estatuto e regimento interno. Após essa etapa, o Conselho Universitário assumirá a governança da instituição.

A Unind terá autonomia administrativa para estruturar processos seletivos específicos, respeitando a Lei de Cotas e assegurando a representatividade dos povos originários. O preenchimento do quadro efetivo de pessoal ocorrerá via concurso público, que também adotará diretrizes para favorecer o ingresso de candidatos indígenas.

Durante a cerimônia, o presidente Lula classificou a criação da universidade como uma política de Estado essencial para o diálogo entre saberes distintos. A expectativa é que a sede da instituição seja inaugurada no próximo mês.

Fonte: G1