O governo dos Estados Unidos incluiu organizações criminosas latino-americanas na lista de “Terroristas Globais Especialmente Designados”. O anúncio, realizado pelo Departamento de Estado e pelo secretário de Estado Marco Rubio, oficializa que grupos brasileiros como o PCC e o Comando Vermelho serão tratados como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho de 2026.

Esta determinação representa uma mudança na Política externa americana frente ao crime organizado. O governo brasileiro, representado por diplomatas como Celso Amorim, rejeita a intervenção dos EUA após a classificação de facções, gerando tensões sobre a soberania nacional frente às decisões de Washington.
Tren de Aragua: a expansão da gangue venezuelana
Conforme o Departamento do Tesouro dos EUA, o Tren de Aragua originou-se como uma gangue prisional focada em tráfico de pessoas e crimes contra migrantes. Óscar Naranjo, ex-vice-presidente da Colômbia, declarou que o grupo é “a organização criminosa mais disruptiva em operação atualmente na América Latina”. A facção ganhou relevância política nos EUA após episódios no Colorado e citações de Donald Trump.
MS-13 e a complexa origem salvadorenha
A MS-13, ou Mara Salvatrucha, possui fundação nos Estados Unidos, criada por imigrantes salvadorenhos em Los Angeles na década de 1980. O grupo expandiu-se para a América Central, mas enfrentou um desmantelamento severo em El Salvador sob a gestão de Nayib Bukele. Analistas consideram sua inclusão na lista atual surpreendente devido ao enfraquecimento da facção em seu território original.
Cartéis mexicanos: Sinaloa, Golfo e Jalisco
O Cartel de Sinaloa, anteriormente liderado por Joaquín “El Chapo” Guzmán, permanece como a maior operação de tráfico de fentanil no mundo. O Cartel do Golfo, baseado em Matamoros, mantém um histórico de sequestros envolvendo turistas americanos. Já o Cartel de Jalisco Nova Geração consolidou-se como uma das organizações mais letais do México, utilizando táticas como o abate de helicópteros oficiais.
Cárteles Unidos, CDN e La Nueva Familia Michoacana
A nova classificação do governo americano abrange também o Cárteles Unidos, aliança formada contra o Jalisco Nova Geração, e o Cartel del Noreste, que utiliza redes sociais para o tráfico humano. La Nueva Familia Michoacana, comandada por José Alfredo e Johnny Hurtado Olascoaga, atua no contrabando de migrantes e drogas sintéticas. A história do grupo remonta à trajetória de seu fundador, Nazario Moreno, que teve sua morte forjada em 2010.
Fonte: Cnnbrasil