Nunes Marques dá prazo para PGR se manifestar sobre pedido de revisão de condenação de Bolsonaro em contexto de Política Econômica Nunes Marques dá prazo para PGR se manifestar sobre pedido de revisão de condenação de Bolsonaro em contexto de Política Econômica

Nunes Marques dá prazo para PGR se manifestar sobre pedido de revisão de condenação de Bolsonaro

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O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um prazo de 20 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o pedido de Revisão Criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A solicitação busca anular a condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão no caso da trama golpista.

Nunes Marques, que é o relator do caso, ampliou o prazo usual de 10 dias, previsto no Código de Processo Penal. Ele justificou a decisão pela “complexidade do feito, que envolve o julgamento de ex-presidente da República”.

A defesa de Jair Bolsonaro protocolou o pedido de revisão criminal no dia 8 de maio. Entre os argumentos apresentados, questiona-se a competência da Primeira Turma do STF para julgar o caso. Os advogados alegam que a ação deveria ter sido analisada pelo plenário da Corte. Eles também pedem a anulação integral do processo e a absolvição do ex-presidente de todos os crimes pelos quais foi condenado, incluindo organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado.

A revisão criminal é um instrumento jurídico excepcional utilizado para contestar condenações que já transitaram em julgado, ou seja, quando não há mais possibilidade de recursos. Para ser aceita, a revisão precisa demonstrar a existência de um erro judiciário no julgamento original. No caso de Bolsonaro, o trânsito em julgado ocorreu em novembro do ano passado.

O ministro Nunes Marques tem acompanhado a maioria do STF na rejeição de pedidos de revisão criminal de outros condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Até o momento, cinco casos foram analisados pelo plenário virtual da Corte, com três rejeições e dois com maioria para serem recusados. Apenas os ministros Luiz Fux e André Mendonça têm divergido, votando a favor da revisão de algumas condenações.

Fonte: G1