O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta segunda-feira (25) que a extrema-direita busca “calar” professores, “negar a ciência” e “censurar a arte” por temer a conscientização popular através da educação. A afirmação foi feita durante um fórum de reitores de universidades brasileiras e africanas, realizado em Brasília.
Autonomia Universitária e Resistência
Em seu discurso, Lula criticou a postura de setores da extrema-direita em diversas partes do mundo, que, segundo ele, não toleram a autonomia universitária, coíbem a diversidade e transformam salas de aula em “instrumento de dominação”. O presidente ressaltou que o pensamento crítico está alinhado à luta anticolonial e ao combate a diversas formas de discriminação, e que as universidades são “bastidores da resistência”.
O presidente citou Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, que defendia a educação como uma “arma poderosa” para transformar o mundo. Lula também enfatizou a importância da cooperação entre instituições brasileiras e africanas para o desenvolvimento de países africanos.
Inteligência Artificial e Campanhas Eleitorais
Lula também voltou a expressar preocupação com o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) em campanhas eleitorais, questionando por que essa tecnologia não é utilizada para fins mais concretos, em vez de “maldades” em processos políticos. Ele reconheceu a IA como uma “ferramenta estratégica”, mas alertou para o “colonialismo digital”, onde algoritmos, nas mãos de poucos países e empresas, se tornam “instrumento de dominação”.
O presidente defendeu que os modelos de linguagem da IA sejam desenvolvidos em diversas línguas, incluindo o português e idiomas africanos como iorubá e zulu, para evitar a concentração de poder e promover a diversidade linguística.
Com informações de G1 e CNN Brasil.
Fonte: G1