O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentou um desempenho robusto no início de 2026, consolidando uma trajetória de crescimento acelerado no crédito sem comprometer a qualidade de sua carteira. No primeiro trimestre, a instituição registrou um lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões, o que representa um avanço de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Desembolsos somam R$ 36,2 bilhões com carteira de crédito em R$ 678,2 bilhões
Os dados divulgados pela direção do banco indicam que os desembolsos totalizaram R$ 36,2 bilhões, um aumento de 44% na comparação anual. Esse movimento elevou a carteira de crédito da instituição para R$ 678,2 bilhões, o maior patamar registrado desde 2016. Paralelamente, os ativos totais do banco aproximaram-se da marca de R$ 1 trilhão.
A estratégia atual do BNDES tem focado na diversificação do alcance do crédito, abrangendo setores como infraestrutura, inovação tecnológica, agronegócio e transição energética. Segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, o crescimento tem sido acompanhado por uma gestão rigorosa de risco, mantendo a inadimplência em um patamar reduzido de 0,046%.
Setores prioritários recebem maior volume de recursos em 2026
- Indústria: Os desembolsos cresceram 67%, atingindo R$ 8 bilhões.
- Infraestrutura: O setor recebeu R$ 13,4 bilhões, uma alta de 51%.
- Agropecuária: O volume de crédito alcançou R$ 9,1 bilhões, com crescimento de 40%.
- Micro, pequenas e médias empresas: As aprovações somaram R$ 29 bilhões, um salto de 120% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
BNDES prioriza biotecnologia e respostas a emergências climáticas
O BNDES tem direcionado recursos para áreas consideradas estratégicas para a nova política industrial, incluindo biotecnologia, minerais críticos, fertilizantes e biocombustíveis. Entre as iniciativas apoiadas, a direção destacou o financiamento para o desenvolvimento da vacina da dengue pelo Instituto Butantan.
Além do fomento ao desenvolvimento de longo prazo, o banco ampliou sua atuação em respostas emergenciais. A instituição implementou linhas de crédito específicas para apoiar empresas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul e pelos impactos de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, além de estruturar um aporte de R$ 10 bilhões voltado a projetos de segurança pública.
Fonte: Estadão