O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19) que não existe uma relação de rivalidade entre o Pix e os cartões de crédito. A declaração foi feita durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal.
Segundo Galípolo, o sistema de pagamentos instantâneos do BC atuou como um vetor de inclusão financeira. Ao trazer para o sistema bancário pessoas que anteriormente estavam à margem, o Pix acabou estimulando o acesso a outros produtos financeiros, incluindo o cartão de crédito. Para o presidente da autoridade monetária, o crescimento observado no uso de cartões está diretamente atrelado a esse processo de bancarização.
Relatório dos Estados Unidos aponta preocupação com setor
Apesar da posição do Banco Central, o Pix tem sido alvo de questionamentos externos. Um relatório da gestão Trump, divulgado em abril, apontou o sistema brasileiro como prejudicial a gigantes do setor de pagamentos, como Visa e Mastercard.
O documento sugere que o tratamento dado pelo Banco Central ao Pix poderia criar desvantagens para fornecedores americanos. Embora o governo dos Estados Unidos não tenha citado o sistema nominalmente em todos os comunicados, a gestão referiu-se de forma genérica a serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo Estado brasileiro.
Pix domina e-commerce e pagamentos educacionais
No cenário interno, o Pix consolidou-se como a principal forma de pagamento no país desde 2024. Dados de mercado indicam que a ferramenta segue em expansão, com projeções de que o Pix responda por metade das transações no e-commerce até 2028.
Além disso, o uso da tecnologia tem avançado em setores específicos, como o pagamento de mensalidades escolares. O segmento registrou um crescimento de 21% em 2025, movimentando R$ 690 milhões.
Fonte: G1