O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), admitiu publicamente ter se reunido com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a primeira prisão do banqueiro, ocorrida no final de 2025. O encontro, segundo o parlamentar, teve como objetivo encerrar as tratativas sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Encontro ocorreu sob uso de tornozeleira eletrônica
De acordo com o senador, a conversa ocorreu logo após a soltura de Vorcaro pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), em novembro de 2025, período em que o banqueiro já utilizava tornozeleira eletrônica. Flávio afirmou que o objetivo era buscar uma definição sobre o futuro da produção cinematográfica, que teria recebido cerca de R$ 61 milhões do empresário antes de sua detenção.
“Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história”, declarou o senador, acrescentando que, se soubesse da gravidade da situação jurídica de Vorcaro, teria buscado outros investidores anteriormente para evitar riscos ao projeto.
Pesquisa AtlasIntel indica impacto nas intenções de voto
A revelação de áudios e conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro, que está sob investigação por fraudes financeiras, gerou reflexos imediatos na corrida eleitoral. Segundo pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta terça-feira (19), 51,7% dos entrevistados acreditam que os diálogos evidenciam o envolvimento direto do senador no escândalo do Banco Master.
O levantamento aponta uma mudança no cenário de intenções de voto: Flávio Bolsonaro, que liderava a disputa em abril, agora aparece com 41,8%, enquanto o ex-presidente Lula registra 48,9%. Além disso, a percepção de envolvimento de aliados de Bolsonaro em esquemas de corrupção cresceu 15 pontos percentuais em comparação ao levantamento de março.
Polícia Federal deve investigar repasses para filme
A Polícia Federal deve instaurar inquérito para apurar os repasses financeiros destinados à produção do filme. Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade nas transações e sustenta que os valores foram integralmente aplicados na obra cinematográfica.
Fonte: G1