Família de Alexandre de Moraes processa senador Alessandro Vieira por danos morais em contexto de Política Econômica Família de Alexandre de Moraes processa senador Alessandro Vieira por danos morais em contexto de Política Econômica

Família de Alexandre de Moraes processa senador Alessandro Vieira por danos morais

Família do ministro Alexandre de Moraes processa o senador Alessandro Vieira em R$ 60 mil por danos morais após entrevista sobre investigações da CPI.

A família do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, moveu uma ação na Justiça de São Paulo contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O processo, protocolado pelo escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, solicita uma indenização de R$ 60 mil — sendo R$ 20 mil para cada um dos autores — por danos morais decorrentes de declarações feitas pelo parlamentar.

As falas em questão foram proferidas durante uma entrevista ao programa Sala de Imprensa, do SBT News, em 15 de março. A representação jurídica alega que o senador violou direitos de personalidade ao associar, de maneira indevida, a atuação profissional do escritório da família a atividades de organizações criminosas.

Suposta associação ao PCC motiva ação de R$ 60 mil

Na petição apresentada à 32ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, os familiares do ministro argumentam que houve uma associação falsa do escritório com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Os advogados sustentam que o parlamentar ultrapassou os limites da imunidade parlamentar ao atingir a honra e a imagem dos envolvidos.

Em análise preliminar, o juiz Fabio de Souza Pimenta afirmou não ter identificado a imputação direta de uma conduta criminosa específica. O magistrado solicitou esclarecimentos adicionais das partes sobre a competência do foro para julgar o caso.

Defesa de Vieira aponta tentativa de intimidação política

O senador Alessandro Vieira negou as acusações e classificou a medida como uma forma de intimidação. Segundo o parlamentar, sua fala no programa não estabeleceu ligação direta entre o escritório da família Moraes e a facção criminosa, mas sim pontuou reflexões sobre um fluxo financeiro monitorado durante a CPI do Crime Organizado, onde atuou como relator.

Vieira alegou ter questionado o recebimento de aproximadamente R$ 80 milhões pelo escritório, pagos pelo Banco Master entre 2024 e 2025. O senador afirmou que o foco era a natureza dos serviços jurídicos realizados diante das investigações que pesam sobre a instituição financeira por suspeita de lavagem de dinheiro.

Escritório nega irregularidades e sigilo fiscal

Por meio de sua assessoria, o escritório Barci de Moraes refutou as declarações do parlamentar. A defesa classificou as informações divulgadas como incorretas e obtidas de forma ilícita, sublinhando que os dados fiscais são protegidos por sigilo legal. Os advogados reiteraram que não existem investigações ativas contra Viviane Barci de Moraes ou seus filhos.

O embate jurídico ocorre em um ambiente de alta tensão política, posterior ao encerramento da CPI do Crime Organizado em abril. Na ocasião, o relatório apresentado por Vieira, que sugeria o indiciamento de membros do STF, foi rejeitado pelo colegiado.

Fonte: Estadão