Primeira Turma do STF torna Silas Malafaia réu por injúria contra comandante do Exército em contexto de Política Econômica Primeira Turma do STF torna Silas Malafaia réu por injúria contra comandante do Exército em contexto de Política Econômica

Primeira Turma do STF torna Silas Malafaia réu por injúria contra comandante do Exército

A Primeira Turma do STF decidiu tornar Silas Malafaia réu por injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, após manifestação em 2025.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta terça-feira (28) tornar o pastor Silas Malafaia réu por injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva. O religioso responderá a processo penal devido às declarações feitas em manifestação realizada em São Paulo, no mês de abril de 2025.

PGR aponta ofensas contra o alto comando militar

A denúncia formalizada pela Procuradoria-Geral da República acusou o pastor de ofender publicamente integrantes do Exército. Durante o evento, Silas Malafaia classificou membros da cúpula da força militar como “bando de frouxos”, “covardes” e “omissos”. A defesa do pastor alegou que o caso não caberia análise pelo Supremo e solicitou a rejeição da denúncia sob o argumento de inexistência de prática criminosa.

STF aceita denúncia por injúria mas rejeita calúnia

O julgamento foi concluído após análise no plenário virtual e sessão presencial. Os ministros deliberaram sobre os crimes imputados com as seguintes definições:

  • Injúria:A maioria dos ministros decidiu aceitar a denúncia por este crime.
  • Calúnia:A acusação foi rejeitada pelos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. O entendimento foi que as críticas foram direcionadas de forma genérica ao comando do Exército, sem atribuir um crime específico a uma autoridade determinada.

O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, votou pelo recebimento da denúncia por ambos os crimes, recebendo o apoio do ministro Flávio Dino. Devido ao empate na votação referente à calúnia, prevaleceu o entendimento mais favorável ao acusado, em conformidade com o Código de Processo Penal. O caso segue agora para a fase de instrução, com produção de provas e oitiva de testemunhas antes do julgamento final.

Fonte: G1