Setor da construção civil enfrenta piora financeira no início de 2026 em contexto de Finanças do Brasil Setor da construção civil enfrenta piora financeira no início de 2026 em contexto de Finanças do Brasil

Setor da construção civil enfrenta piora financeira no início de 2026

A construção civil enfrenta deterioração financeira em 2026 devido aos altos custos de insumos e dificuldades de crédito, revela sondagem da CNI e CBIC.

A indústria da construção civil brasileira registrou uma deterioração em suas condições financeiras durante o primeiro trimestre de 2026. Segundo a Sondagem Indústria da Construção, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o cenário foi pressionado principalmente pela combinação de juros elevados e pelo aumento nos custos de insumos.

Custos de matérias-primas atingem 68,4 pontos

O levantamento aponta que o índice de evolução do preço médio de matérias-primas atingiu 68,4 pontos, um crescimento de 6,8 pontos em relação ao último trimestre de 2025. Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, destaca que, embora a pressão sobre os custos de mão de obra seja uma constante, o agravamento da situação foi impulsionado pelo aumento dos preços dos combustíveis, reflexo do conflito no Oriente Médio.

Essa elevação de custos impactou diretamente a rentabilidade das empresas. O indicador de satisfação com o lucro operacional recuou de 45,1 pontos para 41,3 pontos, enquanto o índice de satisfação com as finanças gerais do negócio caiu para 45 pontos.

Acesso ao crédito recua para 37,7 pontos

A obtenção de recursos financeiros continua sendo um desafio para o setor. O indicador de facilidade de acesso ao crédito recuou de 39 pontos para 37,7 pontos, mantendo-se abaixo da linha de 50 pontos, o que sinaliza dificuldades contínuas para as companhias.

Expectativas para novos projetos e empregos

As perspectivas para os próximos seis meses apresentam sinais mistos, conforme detalhado na pesquisa:

  • Queda:As expectativas para o número de empregados e para o lançamento de novos empreendimentos permanecem abaixo da linha de 50 pontos, indicando possível redução de postos de trabalho e de novos projetos.
  • Alta:Houve um leve aumento nas expectativas de nível de atividade e de compras de matérias-primas.

A intenção de investimentos apresentou uma pequena recuperação, subindo para 43,4 pontos, embora o valor ainda não seja suficiente para compensar as perdas acumuladas nos meses de fevereiro e março. A pesquisa ouviu 308 empresas entre os dias 1º e 13 de abril de 2026.

Fonte: Infomoney