Governador Tarcísio de Freitas comenta rejeição de Jorge Messias ao STF. Governador Tarcísio de Freitas comenta rejeição de Jorge Messias ao STF.

Tarcísio vê fragilidade de Lula após rejeição de Messias no STF

Tarcísio de Freitas avalia que a rejeição de Jorge Messias ao STF pelo Senado expõe a fragilidade política e a falta de articulação do governo Lula.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (30) que a rejeição do nome de Jorge Messias para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) é um sinal claro da fragilidade do governo federal.

Na quarta-feira, o Senado barrou a indicação do advogado-geral da União para a Corte, impondo uma derrota histórica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Messias obteve 34 votos favoráveis, sete a menos do que o mínimo necessário, enquanto 42 senadores votaram contra a nomeação.

Derrota em votação indica crise política no governo

Para o governador, o episódio vai além da simples reprovação de um nome técnico. “A derrota do governo é reveladora, a gente não está falando da reprovação de um nome, a gente está falando da reprovação de um governo. Essa derrota escancara a fragilidade do governo que não teve condição de articular, não teve condição de aprovar um nome para o Supremo Tribunal Federal, algo que não acontecia há 132 anos”, declarou Tarcísio durante agenda em Santos, no litoral paulista.

O governador relembrou que a última reprovação de um indicado ao STF ocorreu durante o governo de Floriano Peixoto. Segundo ele, o resultado da votação indica que o Congresso Nacional, atuando como um “termômetro político”, percebeu que a atual gestão não possui mais capacidade de conduzir projetos estruturantes para o país.

Tarcísio prevê encerramento de ciclo do atual governo

Tarcísio avalia que a questão deve repercutir nas eleições deste ano. “A partir do momento que o presidente da República não consegue fazer um ministro supremo, o que está ficando claro é o seguinte: ele não tem mais força, é um projeto superado e o Congresso, que é um grande termômetro político, sentiu para onde o vento está soprando”, afirmou.

O governador também comentou sobre a possibilidade de novas indicações por parte do Executivo. “Eu acho também que não vai haver mais espaço para o governo apresentar outro nome e a escolha do próximo nome, do próximo ministro deverá, e parece que o Presidente do Senado já tem se manifestado sobre isso, deverá ficar sob responsabilidade do novo presidente da República”, concluiu.

Fonte: Infomoney