O Equador iniciou operações de fraturamento hidráulico, técnica conhecida como fracking, no interior da floresta amazônica pela primeira vez. A informação foi confirmada oficialmente pela estatal petrolífera Petroecuador nesta quarta-feira.
O projeto está localizado na província amazônica de Sucumbíos, região que faz fronteira com a Colômbia. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Energia, a ativação de um novo poço no Bloco 57, batizado de Shushufindi Libertador, marca um ponto central para a produção nacional de petróleo.
O poço opera atualmente com uma capacidade superior a 930 barris por dia. A iniciativa é conduzida por meio de uma parceria estratégica com a CCDC, subsidiária da corporação nacional de petróleo da China.
Processo de fracking utiliza alta pressão hídrica
O processo de fraturamento hidráulico baseia-se na extração de gás natural e petróleo a partir de rochas subterrâneas profundas. A técnica é amplamente criticada devido ao uso de volumes industriais de água para romper as formações rochosas, além de gerar riscos de contaminação química do solo e a possibilidade de provocar microterremotos.
Equador tenta reverter queda na produção petrolífera
A produção de petróleo bruto no Equador recuou para cerca de 466 mil barris por dia em janeiro de 2026, volume que representa uma queda de 13% em comparação aos números registrados uma década atrás. Especialistas atribuem o desempenho atual à infraestrutura obsoleta do setor e a anos consecutivos de subinvestimento.
As receitas provenientes do óleo representam uma parcela fundamental das exportações equatorianas. O governo de Daniel Noboa prometeu destinar recursos adicionais para a exploração e infraestrutura com o objetivo de atrair novos investimentos internacionais para o país.
Em paralelo, a estratégia estatal de expandir a exploração na região amazônica tem gerado reações negativas e preocupação entre grupos ambientalistas e lideranças indígenas locais.
Fonte: Dw