Moraes determina providências para extradição de Carla Zambelli da Itália em contexto de Política Econômica Moraes determina providências para extradição de Carla Zambelli da Itália em contexto de Política Econômica

Moraes determina providências para extradição de Carla Zambelli da Itália

Ministro Alexandre de Moraes ordena medidas para extradição de Carla Zambelli da Itália após a Corte de Roma autorizar a transferência da ex-parlamentar.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores adotem as providências necessárias para efetivar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) da Itália para o Brasil. A decisão, assinada na última segunda-feira (18), ocorre após a Corte de Roma deferir o pedido de transferência da parlamentar.

Condenações de Zambelli totalizam 15 anos e 11 meses de reclusão

Carla Zambelli acumula condenações judiciais no Brasil. A ex-deputada foi sentenciada a **10 anos e 8 meses de reclusão** pela invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em um caso que envolveu a tentativa de forjar mandados de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Além disso, possui uma condenação de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, decorrente de um episódio em que perseguiu um homem em São Paulo, em 2022.

Trâmites da prisão e garantias carcerárias na Penitenciária Colmeia

A ex-parlamentar está detida na Itália desde julho de 2025, quando foi presa pelo Escritório Central da Interpol em Roma. Durante o trâmite do processo, a Justiça italiana solicitou garantias formais ao Estado brasileiro sobre as condições carcerárias que aguardariam a detenta. O STF informou que a ex-deputada deverá cumprir a pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, destacando que o local oferece assistência médica, cursos técnicos e mantém padrões de segurança.

Moraes ressaltou em seu despacho que as garantias exigidas pelas autoridades italianas foram formalizadas e encaminhadas em dezembro de 2025. A defesa de Zambelli, ao longo do processo na Europa, argumentou que houve parcialidade do ministro e insuficiência de provas nas condenações. A ex-deputada teve o mandato cassado pelo STF em dezembro de 2025, após renunciar ao cargo na tentativa de evitar o processo de extradição.

Fonte: G1