Lula ironiza Flávio Bolsonaro e nega uso de recursos privados para financiar artistas em contexto de Política Econômica Lula ironiza Flávio Bolsonaro e nega uso de recursos privados para financiar artistas em contexto de Política Econômica

Lula ironiza Flávio Bolsonaro e nega uso de recursos privados para financiar artistas

Presidente Lula afirma que governo não utiliza financiamento privado ao estilo Lei Daniel Vorcaro para cultura, em indireta ao senador Flávio Bolsonaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (21), que seu governo nunca recorreu ao que chamou de “Lei Daniel Vorcaro” para financiar artistas brasileiros. A declaração foi feita durante um evento em Aracruz, no Espírito Santo, voltado para anúncios na área da cultura.

Sem citar nominalmente o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, o presidente fez uma referência indireta às polêmicas envolvendo o parlamentar e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O caso envolve o financiamento privado para a produção do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Quem imaginava que aquele menino, que parecia ser a pessoa mais santa da família Bolsonaro, estaria pegando milhões para fazer o filme do pai?”, questionou Lula. O presidente acrescentou que acredita que novos desdobramentos sobre o caso virão a público.

Negociação do filme soma R$ 134 milhões

Embora Lula tenha mencionado o montante de 159 milhões de dólares em sua fala, documentos e áudios indicam que a negociação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro girava em torno de 24 milhões de dólares, aproximadamente 134 milhões de reais. Relatórios apontam que cerca de 61 milhões de reais já teriam sido repassados ao projeto entre fevereiro e maio de 2025.

Flávio Bolsonaro admitiu o contato com o ex-banqueiro, mas nega qualquer irregularidade na transação. Daniel Vorcaro foi preso em duas ocasiões pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias e emissão de títulos de crédito falsos.

Governo federal monitora celulares roubados

Durante o evento, o presidente também abordou a cooperação internacional no combate ao crime organizado, citando o empresário Ricardo Magro, investigado por fraudes no setor de combustíveis e que estaria em Miami. Além disso, o governo federal monitora a localização de mais de 2 milhões de celulares roubados e estuda estratégias para recuperar os aparelhos e responsabilizar os envolvidos.

Fonte: G1