O protótipo do carro voador, desenvolvido pela Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, concluiu com sucesso a fase de voos pairados e de baixa velocidade. O anúncio oficial foi realizado nesta quinta-feira (21) pela empresa, que possui sede em São José dos Campos.
Esta etapa de desenvolvimento ocorre cinco meses após o voo inaugural do modelo, realizado na planta industrial da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. Foi nesta mesma unidade que a equipe técnica conduziu os ensaios de voo pairado e de baixa velocidade.
Ensaios comprovam controle térmico e desempenho em baixa velocidade
Segundo a fabricante, os testes foram fundamentais para avaliar o desempenho do veículo em voo parado e em manobras de baixa velocidade, operando abaixo de 15 nós, o equivalente a cerca de 28 km/h. A análise técnica também abrangeu os sistemas de controle, o comportamento térmico da aeronave e os efeitos do fluxo de ar gerado pelos rotores.
Durante os ensaios, o protótipo atingiu aproximadamente 20 nós, ou 37 km/h, em deslocamento horizontal. Nesse período, foram executados testes com comandos simultâneos nos quatro eixos de controle da aeronave, fornecendo dados essenciais para o avanço em direção a velocidades maiores e para a ampliação do envelope de voo.
Produção em Taubaté mira operações comerciais para 2027
A empresa planeja realizar novos testes nas próximas semanas, ainda em solo, como parte da preparação para a fase de voos de transição, que tem início previsto para o segundo semestre de 2026. O modelo, conhecido como eVTOL, possui capacidade para cinco pessoas, sendo quatro passageiros e um piloto, com autonomia de 100 quilômetros.
Atualmente, a carteira de pedidos soma cerca de 3 mil unidades, que serão produzidas em Taubaté. A Eve mantém a previsão de iniciar as entregas e as operações comerciais dos veículos elétricos de decolagem e pouso vertical em 2027. A projeção de mercado da companhia indica que a frota mundial de eVTOLs pode atingir 30 mil unidades até 2045, com a expectativa de transportar mais de 3 bilhões de passageiros no período.

Fonte: G1