Lula defende que esquerda retome uso do verde e amarelo na Copa do Mundo

O presidente Lula defende que a esquerda utilize o verde e amarelo na Copa do Mundo para retomar símbolos nacionais e combater o fascismo no Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste sábado (30), que a esquerda brasileira deve retomar o uso das cores verde e amarelo durante a Copa do Mundo. A declaração ocorreu no Rio de Janeiro, durante o lançamento da plataforma de streaming público Tela Brasil, realizada no evento Rio2C.

Ao notar o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, vestindo um casaco com as cores da seleção brasileira, o presidente afirmou que o campo progressista precisa se apropriar dos símbolos nacionais. “Essa é uma coisa que a esquerda vai ter que aprender a fazer: a gente vai ter que, nessa Copa do Mundo, andar de verde e amarelo para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista”, declarou Lula.

Soberania nacional e valorização da produção cultural brasileira

O evento também serviu de palco para o presidente reforçar pautas sobre a soberania nacional e a valorização da cultura do país. Lula criticou a preferência de parte da população por referências estrangeiras em detrimento das riquezas locais, defendendo que o país deve superar o que chamou de “complexo de vira-latas”.

O presidente destacou a importância de políticas de Estado para o setor cultural, visando garantir a continuidade de projetos audiovisuais independentes. A nova plataforma Tela Brasil é fruto de um acordo de cooperação entre os ministérios da Cultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, além da Empresa Brasil de Comunicação, com o objetivo de ampliar a exibição de produções nacionais.

Ações de opositores e articulações políticas do governo

A fala de Lula ocorre em um momento de acirramento político. O presidente tem criticado abertamente a atuação do senador Flávio Bolsonaro, especialmente após articulações do parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para a classificação de organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas. Lula classificou as ações de opositores como contrárias aos interesses do país.

Durante a agenda no Rio, o presidente também manifestou apoio à candidatura de Eduardo Paes ao governo estadual, embora tenha ressaltado que não poderia realizar campanha eleitoral direta por estar em um ato oficial de governo.

Fonte: G1