O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta uma queda de popularidade impulsionada por casos de corrupção revelados em diversas esferas públicas, como o episódio envolvendo o Banco Master. Embora não haja relação direta comprovada com o chefe do Executivo, o dirigente petista admite o impacto negativo na imagem do governo.
“Esse ambiente de corrupção atinge o governo e claro que o presidente Lula paga um preço por esse desgaste que a política vive”, comentou Edinho Silva em entrevista ao programa Canal Livre.
Avaliação do governo Lula recua para 29% em abril
A declaração ocorre em um momento de deterioração na percepção pública sobre a gestão atual. Segundo dados do instituto Datafolha, a parcela de eleitores que avalia o governo como ótimo ou bom recuou de 32% para 29% entre março e abril. O índice de reprovação, que classifica a administração como ruim ou péssima, manteve-se estável em 40%, enquanto a avaliação regular subiu de 26% para 29%.
O levantamento ouviu 2.004 cidadãos com mais de 16 anos em 137 cidades brasileiras, entre os dias 7 e 9 de abril de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais. O cenário econômico e político, que inclui discussões sobre juros futuros, compõe o ambiente de incertezas que afeta a popularidade do Planalto.
Queda de apoio no Nordeste preocupa o PT
A situação é particularmente sensível no Nordeste, base eleitoral histórica do petismo. Pesquisa anterior do mesmo instituto, realizada em fevereiro de 2026 com 2.007 eleitores, indicou que o apoio a Lula na região caiu de 49% para 33%. Este patamar representa a pior avaliação do presidente na região em todos os seus mandatos.
Apesar dos números, Edinho Silva mantém o otimismo quanto à reversão do quadro durante o período eleitoral. “Pesquisa é fotografia do momento, não significa que nós vamos no mês de junho e julho com este cenário eleitoral que as pesquisas mostram”, afirmou o presidente do PT.
Para o dirigente, a clareza sobre as responsabilidades políticas virá com o desenrolar da campanha. “Os fatos vão sendo decantados, a sociedade começa a enxergar exatamente o que está acontecendo e ter acesso às informações e entender, de fato, quem tem responsabilidade pela corrupção e quem não tem”, concluiu.
Fonte: Infomoney