Câmara dos Deputados aprova em 1º turno PEC que amplia imunidade tributária de igrejas em contexto de Política Econômica Câmara dos Deputados aprova em 1º turno PEC que amplia imunidade tributária de igrejas em contexto de Política Econômica

Câmara dos Deputados aprova em 1º turno PEC que amplia imunidade tributária de igrejas

Câmara dos Deputados aprova em primeiro turno PEC que amplia imunidade tributária de igrejas com impacto estimado de R$ 1 bilhão anualmente.

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (28), em primeiro turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a imunidade tributária de igrejas e templos de qualquer culto. A proposta registrou **385 votos favoráveis** e 93 contrários, além de sete abstenções. O texto ainda precisa passar por um segundo turno de votação antes de seguir para análise no Senado.

Imunidade estendida para bens e serviços essenciais

Atualmente, a Constituição Federal assegura imunidade tributária a entidades religiosas apenas sobre patrimônio, renda e serviços vinculados às suas finalidades essenciais. O projeto aprovado amplia essa proteção para a aquisição de bens e serviços considerados necessários à implantação, manutenção e funcionamento dessas instituições.

Na prática, a medida desonera a compra de materiais de construção para reformas, ampliações e itens como veículos e equipamentos utilizados nos cultos. A isenção também abrange atividades sociais como creches, asilos, orfanatos, comunidades terapêuticas, seminários e conventos mantidos por essas organizações.

Impacto de R$ 1 bilhão e divergências políticas

De autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), a proposta é defendida como uma correção de distorções tributárias. O relator, deputado Fernando Máximo (PL-RO), estima que o impacto da ampliação da imunidade chegue a **R$ 1 bilhão anualmente**.

A bancada de partidos como PT, PCdoB, PV, Psol e Rede votou contra a matéria. Críticos afirmam que a medida estabelece privilégios sem mecanismos claros de fiscalização ou transparência. A deputada Erika Kokay (PT-DF) argumentou que a medida pode resultar no aumento da carga tributária para a população em geral.

Tramitação superou incidentes de segurança

A votação da PEC estava pendente desde novembro de 2024, quando uma sessão foi interrompida após um incidente com explosivos próximo ao Supremo Tribunal Federal. Para assegurar o quórum de 308 votos, a presidência da Câmara adotou medidas administrativas, como o desconto em salário para parlamentares que não registrassem presença.

Fonte: G1