O agronegócio registrou uma redução de 8.378 postos de trabalho em abril, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho e emprego. O setor apresentou o desempenho mais negativo entre todas as atividades econômicas no período.

Sazonalidade reduz postos na soja e na laranja
A queda no número de vagas no campo foi impulsionada pela desmobilização em culturas específicas. O cultivo de soja liderou o saldo negativo com 5.048 demissões a mais do que contratações, seguido pela laranja, que registrou saldo negativo de 1.799 empregos. Em contrapartida, a cultura de maçã apresentou saldo positivo de 2.986 postos de trabalho.
O ministro do trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu o resultado negativo do setor à sazonalidade dessas culturas. Enquanto o agro e o setor de serviços apresentaram redução no número de postos de trabalho, os segmentos de construção e indústria geral registraram aumento no quadro de funcionários.
Saldo positivo de 6.760 vagas no acumulado de 2026
Apesar do resultado negativo em abril, o agronegócio mantém um saldo positivo de 6.760 postos de trabalho criados no acumulado de 2026, entre janeiro e abril. As culturas que mais impulsionaram as contratações no período foram café, com 6.240 vagas, maçã, com 5.003, e alho, com 3.535.
No levantamento do quadrimestre, o agro aparece com um volume de contratações inferior aos setores de serviços, que gerou 451 mil vagas, construção, com 143 mil, e indústria geral, com 124 mil. Em 2026, o setor supera apenas o comércio, que permanece como o único segmento com redução no saldo de empregos formais.
Fonte: Cnnbrasil