O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), oficializou nesta quinta-feira (28) a desistência de sua pré-candidatura ao Senado Federal. A decisão foi comunicada por telefone ao presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, e reforçada por meio de um vídeo publicado nas redes sociais do político.
Defesa jurídica exige dedicação integral do ex-governador
Castro justificou a medida como a decisão mais difícil de sua trajetória política, afirmando que precisa de tempo para se dedicar integralmente à sua defesa. O ex-governador é alvo de dois inquéritos da Polícia Federal abertos nos últimos 11 dias. As investigações apuram suspeitas de uso da máquina pública para beneficiar a empresa Refit e a viabilização de investimentos irregulares do Rioprevidência no Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro.
Em seu pronunciamento, o ex-governador negou que esteja encerrando sua carreira política, classificando o recuo como um passo necessário diante do cenário atual.
Condenação no TSE e risco de inelegibilidade
A saída de Castro da disputa era vista pela cúpula do PL como uma forma de evitar desgastes adicionais à legenda e ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência. Internamente, o partido já avaliava que a manutenção da candidatura seria inviável, não apenas pelo desgaste político, mas também por questões jurídicas.
Cláudio Castro está inelegível devido a uma condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A cúpula do PL temia que, caso ele concorresse a qualquer cargo, a candidatura pudesse ser impugnada, resultando na anulação de votos e prejudicando a legenda no sistema proporcional.
PL avalia nomes de Jordy e Sóstenes Cavalcante para a vaga
Com a desistência, o PL busca um novo nome para a vaga ao senado. Entre os cotados estão o deputado federal Carlos Jordy e o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante. Segundo dirigentes da sigla, Sóstenes é visto como o nome com perfil mais alinhado às demandas atuais do partido e da família Bolsonaro.
Fonte: Globo