O Banco Central (BC) assegurou que a liquidação extrajudicial das instituições do conglomerado Master não provocou efeitos relevantes no sistema financeiro nacional.
A análise, apresentada no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) referente ao segundo semestre de 2025, indica que os recursos dos clientes ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (fgc) foram majoritariamente direcionados para instituições financeiras de maior porte.
Segundo o BC, essa movimentação de recursos para instituições dos segmentos S1 e S2, os maiores do sistema, é um comportamento esperado em eventos de resolução bancária.
Do montante total coberto pelo FGC, uma parcela significativa foi direcionada para títulos emitidos por essas instituições maiores.
A autoridade monetária classificou o ocorrido como uma “crise pontual” que não gerou contágio ou impacto relevante nas taxas de instrumentos garantidos pelo FGC.
A manutenção do acesso das instituições financeiras ao mercado de captações reforça a confiança dos depositantes na solidez do sistema financeiro nacional.
O relatório também destacou que a liquidez do FGC se manteve robusta, com estimativas de aumento para os próximos anos, garantindo a capacidade de absorver choques e perdas futuras.
O sistema bancário brasileiro, de acordo com o BC, possui ativos líquidos suficientes para suportar cenários de estresse, com a maioria das instituições mantendo colchões de liquidez adequados.
A liquidação do Banco Master foi anunciada em novembro de 2025, resultando na retirada da instituição do mercado.
Na mesma época, o dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso em uma operação relacionada à venda de títulos de crédito falsos.
Fonte: UOL