Relator da 6x1 inclui proteção salarial e prioridade de descanso para mães de filhos com deficiência em contexto de Política Econômica Relator da 6x1 inclui proteção salarial e prioridade de descanso para mães de filhos com deficiência em contexto de Política Econômica

Relator da 6×1 inclui proteção salarial e prioridade de descanso para mães de filhos com deficiência

Relator Leo Prates ajusta cálculo salarial e inclui prioridade de descanso para mães de filhos com deficiência em projeto que visa extinguir a escala 6×1.

O deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator do projeto de lei que visa reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e extinguir a escala 6×1, apresentou seu parecer nesta terça-feira (16). O texto traz inovações focadas na proteção salarial dos trabalhadores e na inclusão social de mães com filhos com deficiência.

Ajuste de 220 para 240 horas preserva salário nominal

Para evitar perdas financeiras aos trabalhadores com a transição para dois dias de descanso semanal, o relator ajustou o divisor do salário-hora. A alteração, que muda o cálculo de 220 para 240 horas, foi adotada após orientações de consultores legislativos para garantir a preservação da remuneração contratada durante a transição.

O parecer mantém a transição gradual de 14 meses para a implementação da jornada de 40 horas. Dois meses após a publicação da lei, o limite cai para 42 horas, atingindo as 40 horas definitivas um ano depois. Além disso, o texto preserva a regra que exclui profissionais com diploma superior e remuneração igual ou superior a duas vezes e meia o teto do INSS (R$ 21.188) das normas de controle de jornada.

Prioridade na escala de descanso para mães de PCDs

O relatório concede prioridade na escolha dos dias de repouso semanal remunerado para empregadas que possuam filhos, enteados ou dependentes com deficiência sob sua guarda. Segundo o parlamentar, a iniciativa busca conciliar as necessidades operacionais das empresas com o direito dessas mulheres de estarem presentes em terapias e momentos de assistência aos seus dependentes.

Governo retira urgência e foca em trâmite legislativo

A apresentação ocorreu durante um momento de articulação na Câmara dos Deputados. O governo federal atendeu a uma demanda do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e retirou a urgência constitucional do projeto. Com a medida, ficou definido que o texto não será votado no plenário agora, já que uma PEC similar foi aprovada pela Câmara e aguarda deliberação no Senado.

O relator optou por não alterar leis específicas de categorias profissionais regulamentadas, como aeronautas e atletas. Prates sugeriu que essas particularidades sejam debatidas futuramente em comissões especiais.

Fonte: Estadão