PGR pede ao STF que rejeite revisão de condenação de Jair Bolsonaro em contexto de Política Econômica PGR pede ao STF que rejeite revisão de condenação de Jair Bolsonaro em contexto de Política Econômica

PGR pede ao STF que rejeite revisão de condenação de Jair Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República solicita ao STF a rejeição do pedido de revisão criminal da condenação de 27 anos de prisão de Jair Bolsonaro.

A Procuradoria-Geral da República manifestou-se nesta terça-feira, 16, contra o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro. O órgão solicitou ao Supremo Tribunal Federal que a ação, que busca anular a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, seja rejeitada.

PGR defende manutenção da condenação contra Bolsonaro

Em parecer enviado ao relator do caso, ministro Nunes Marques, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentou que a defesa não apresentou elementos inéditos que justifiquem a desconstrução de uma decisão definitiva. Segundo o documento, não houve comprovação de erro judiciário, documentos falsos ou novas provas de inocência, requisitos necessários para o acolhimento de uma revisão criminal.

Gonet afirmou que a condenação está fundamentada em um conjunto probatório robusto e que o julgamento realizado pela Primeira Turma do STF seguiu os trâmites legais. O procurador rebateu as alegações da defesa sobre a incompetência do colegiado, argumentando que a regra que reserva o julgamento de presidentes ao plenário aplica-se apenas a chefes do Executivo em exercício.

Argumentos da defesa são contestados pelo Ministério Público

A defesa de Bolsonaro, que protocolou o pedido em maio, buscava anular a condenação sob diversos argumentos, incluindo:

  • A incompetência da Primeira Turma para julgar o caso;
  • A suposta invalidade da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid;
  • A alegação de cerceamento de defesa durante o processo;
  • A tese de que o julgamento deveria ter ocorrido no plenário da Corte.

Sobre a delação de Mauro Cid, a PGR reiterou que o acordo foi homologado regularmente, com a presença de advogados e a reafirmação da voluntariedade do colaborador. Quanto ao suposto cerceamento de defesa, o parecer aponta que os advogados tiveram acesso integral aos autos e que a complexidade da investigação não configura violação de direitos.

Revisão criminal como instrumento jurídico excepcional

A revisão criminal é um instrumento jurídico excepcional, utilizado apenas após o trânsito em julgado da sentença, o que ocorreu no caso de Bolsonaro em novembro do ano passado. Atualmente, o ex-presidente cumpre pena em regime domiciliar por motivos humanitários, após autorização do ministro Alexandre de Moraes.

O pedido agora segue para análise do ministro Nunes Marques, que havia concedido um prazo estendido de 20 dias para a manifestação da PGR devido à complexidade do caso. O magistrado tem mantido o posicionamento da maioria do STF em casos similares envolvendo condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Fonte: G1