Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 7,8 bilhões em maio

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 7,8 bilhões. O Brasil encerrou o mês de maio com um superávit na balança comercial de US$ 7,8…

O Brasil encerrou o mês de maio com um superávit na balança comercial de US$ 7,8 bilhões, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, indústria, Comércio e Serviços. O resultado representa um crescimento de 10,8% em comparação ao mesmo período de 2025.

Exportações somam US$ 31,9 bilhões e importações US$ 24,1 bilhões

No mês de maio, as exportações brasileiras totalizaram US$ 31,9 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 24,1 bilhões. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o saldo positivo alcançou US$ 32,66 bilhões, um avanço de 34,2% frente ao mesmo intervalo do ano anterior.

O desempenho das exportações foi sustentado principalmente pelo setor agropecuário e pela indústria de transformação. Entre os produtos com maior destaque estão a soja, com alta de 14,6%, e a carne bovina, que registrou crescimento de 50% no valor exportado.

Exportações para os Estados Unidos recuam 14% em maio

Em contraste com o resultado global positivo, a relação comercial com os Estados Unidos apresentou um cenário deficitário. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano recuaram 14% em maio, somando US$ 3,09 bilhões. Com importações de US$ 3,21 bilhões vindas dos EUA, o Brasil registrou um déficit de US$ 121 milhões no mês.

O governo federal ressaltou que este recuo nas vendas para os EUA ainda não reflete os impactos de novas tarifas anunciadas recentemente. Essas medidas incluem sobretaxas por questões de fiscalização de trabalho forçado e outras barreiras comerciais, que, somadas, podem atingir 37,5% sobre produtos brasileiros.

China mantém liderança como principal destino das exportações

A China permanece como o principal destino das exportações brasileiras, com alta de 9,5% em maio, totalizando US$ 10,47 bilhões. A União Europeia ocupa a segunda posição, com US$ 4,9 bilhões, seguida pelos Estados Unidos.

O setor de indústria de transformação também apresentou crescimento nas importações, impulsionado pela compra de veículos de passageiros e óleos combustíveis durante o período.

Fonte: G1