Bolsas europeias fecham em queda pressionadas por tensões geopolíticas e incertezas econômicas em contexto de Política Econômica Bolsas europeias fecham em queda pressionadas por tensões geopolíticas e incertezas econômicas em contexto de Política Econômica

Bolsas europeias fecham em queda pressionadas por tensões geopolíticas e incertezas econômicas

Bolsas europeias recuam com tensão entre Estados Unidos e Irã. Os principais índices acionários da Europa encerraram o pregão desta quarta-feira (3)…

Os principais índices acionários da Europa encerraram o pregão desta quarta-feira (3) majoritariamente em baixa. O movimento foi impulsionado pela renovação das tensões entre Estados Unidos e Irã, após novas trocas de ataques, o que gerou incertezas sobre o cenário geopolítico e o impacto nos preços da energia.

O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou queda de **0,54%**, fechando aos 621,96 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,40%, para 10.332,30 pontos. O DAX, de Frankfurt, teve baixa de 1,31% (a 24.795,94 pontos), enquanto o CAC 40, de Paris, perdeu 0,71%, atingindo 8.150,42 pontos. Outros mercados, como Milão e Madri, também operaram no campo negativo.

Tensões no Estreito de Ormuz impulsionam petróleo

A escalada no Oriente Médio, que inclui um ataque dos Estados Unidos a um petroleiro iraniano no Estreito de Ormuz e a sugestão de Donald Trump de que a rota pode permanecer bloqueada até setembro, elevou os preços do petróleo. O setor de energia no Stoxx 600 subiu 1,47%, beneficiado pela valorização da commodity, mas o aumento dos custos energéticos pressionou companhias aéreas, como Lufthansa e easyJet, que fecharam em queda.

Inflação e juros elevam rendimentos na zona do euro

Além da geopolítica, o mercado reagiu à alta nos rendimentos dos títulos públicos europeus e globais. A perspectiva de inflação elevada, reforçada pelo índice de preços ao produtor (PPI) da zona do euro — que subiu **4,9% em abril** na comparação anual —, tem levado investidores a recalibrarem expectativas sobre a política monetária dos bancos centrais. O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, sinalizou possível alta de juros em junho, o que adicionou pressão às taxas globais.

Semicondutores e varejo destoam de queda generalizada

Enquanto o cenário macroeconômico trouxe pessimismo, alguns papéis se destacaram positivamente. O setor de tecnologia manteve o otimismo com a inteligência artificial, impulsionando empresas de semicondutores como ASML e ASM International. No varejo, a Inditex, dona da Zara, subiu 1,48% após reportar um início forte nas vendas de verão, e a britânica B&M European Value Retail disparou 14,60% após resultados financeiros positivos.

Em contrapartida, a Akzo Nobel registrou uma queda acentuada de 17,37% após o fracasso de propostas de aquisição. O mercado também monitora propostas dos Estados Unidos para a criação de tarifas de importação adicionais contra a União Europeia, que, por sua vez, anunciou medidas para fomentar sua própria indústria de chips e inteligência artificial.

Fonte: Globo