A Microsoft anunciou, durante a conferência anual Build 2026 em São Francisco, o lançamento de uma família de sete modelos de inteligência artificial desenvolvidos internamente. A iniciativa marca um movimento estratégico da companhia para reduzir sua dependência de terceiros, como a OpenAI e Anthropic, empresas nas quais a gigante de tecnologia investiu bilhões de dólares.
MAI-Thinking-1 e MAI-Code-1-Flash focam em eficiência
Entre os destaques apresentados estão o MAI-Thinking-1, um modelo de raciocínio de médio porte, e o MAI-Code-1-Flash, focado na geração de código de programação a partir de descrições em texto. Segundo a empresa, o MAI-Thinking-1 foi treinado do zero com dados licenciados e é voltado para instruções complexas e raciocínio de longo contexto.
A Microsoft destaca que, ao rodar seus próprios modelos na infraestrutura de nuvem Azure, consegue evitar o pagamento de taxas a provedores externos e repassar a economia aos desenvolvedores. Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI, afirmou que, após ajustes para clientes como a consultoria McKinsey, os novos modelos superaram o GPT-5.5 em qualidade, apresentando uma eficiência de custo dez vezes superior.
Avanço no chip quântico Majorana 2 até 2029
O anúncio ocorre em um momento em que OpenAI e Anthropic preparam suas aberturas de capital. A Microsoft mantém investimentos de US$ 13 bilhões na OpenAI e US$ 5 bilhões na Anthropic, mas busca agora uma participação mais ativa na fronteira da tecnologia.
Além dos avanços em inteligência artificial, a empresa revelou o chip quântico Majorana 2. A nova tecnologia promete ser 1.000 vezes mais confiável que a anterior, com qubits que permanecem estáveis por até 20 segundos. A Microsoft projeta ter uma máquina quântica capaz de resolver problemas comercialmente viáveis até 2029, embora o chip atual ainda dependa de aprimoramentos significativos para atingir a escala necessária.
Fonte: Cnbc