Manifestantes em frente a prédio em São Paulo protestam contra tortura animal. Manifestantes em frente a prédio em São Paulo protestam contra tortura animal.

Manifestantes protestam em SP contra suspeita de tortura animal

Manifestantes protestam em São Paulo contra suspeita de tortura animal. Investigação aponta venda de vídeos de maus-tratos em redes sociais internacionais.

Uma manifestação realizada na manhã deste domingo (31) reuniu pessoas em frente ao imóvel ligado a Daiana Schuinsekel de Almeida, localizado na Rua Santo Amaro, em São Paulo. Os participantes levaram cartazes pedindo Justiça e protestaram contra os supostos casos de tortura animal que estão sendo investigados pela polícia.

A mobilização foi convocada pelas redes sociais. Em uma das publicações, organizadores afirmavam que o ato seria pacífico, mas mencionavam a possibilidade de ações mais radicais por parte de grupos de proteção animal.

Investigação aponta venda de vídeos de maus-tratos

Daiana é investigada por suspeita de gravar tortura de animais e vender os vídeos por meio de uma rede social. Ela foi alvo de mandado de busca e apreensão na última quinta-feira (28), em um endereço na região da Bela Vista, no Centro da capital paulista. Segundo apuração com fontes ligadas à investigação, a mulher teria confessado os crimes no momento da prisão, mas alegado que os vídeos seriam antigos.

Questionada pelos policiais sobre o paradeiro dos animais, ela teria preferido permanecer em silêncio. A defesa de Daiana e a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmaram que ela responde às investigações em liberdade. O caso é conduzido pela Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente.

A advogada de defesa de Daiana afirmou que ela nunca foi presa. “Ela está sendo investigada e foi prestar esclarecimentos”, disse a defesa, que confirmou que ela deixou a delegacia no final do dia.

Denúncia internacional revela esquema de lucros

De acordo com as investigações, a denúncia foi feita por uma ONG da Bulgária, que apontou que a mulher gravava torturas a coelhos e pintinhos. Os conteúdos eram vendidos no Discord e em redes semelhantes por quantias entre 20 e 50 euros, segundo a polícia. O impacto de crimes ambientais e o Tratado do Alto-Mar reforçam a necessidade de fiscalização rigorosa sobre o uso indevido de plataformas digitais para atividades ilícitas.

Na casa da mulher, foram localizados os sapatos supostamente utilizados para as sessões de tortura. As gravações mostram uma mulher que seria Daiana nua, enquanto pisa nos animais, geralmente filhotes, com saltos altos e tênis de plataformas.

Em nota, o Discord afirmou que mantém políticas rigorosas que proíbem o abuso de animais e outros conteúdos prejudiciais, por meio de sistemas robustos de fiscalização e moderação.

Fonte: Cnnbrasil