O desabamento de um poço de mina durante uma operação de mineração ilegal na província de Yunnan, no sudoeste da China, resultou na morte de cinco pessoas e deixou um ferido. O incidente ocorreu dias após o acidente de mineração mais grave registrado no país desde 2009, que vitimou pelo menos 82 pessoas na província de Shanxi.
Incidente em Huize deixa apenas um sobrevivente
O desastre em Yunnan aconteceu por volta das 4h30 da manhã de domingo no condado de Huize, segundo informações da agência de notícias estatal Xinhua, que citou autoridades locais. O relatório oficial não especificou qual mineral estava sendo extraído no local clandestino.
De acordo com a Xinhua, seis pessoas foram resgatadas e encaminhadas a unidades hospitalares, mas apenas uma sobreviveu ao acidente. O estado de saúde do sobrevivente é considerado estável pelas equipes médicas.
Investigação apura riscos de segurança após tragédia em Shanxi
As autoridades chinesas iniciaram uma investigação para apurar as causas do desabamento. O evento ocorre em um momento de alerta sobre a segurança no setor, após a explosão de gás em 22 de maio em uma mina de carvão em Shanxi. Além das 82 mortes confirmadas naquele episódio, duas pessoas continuam desaparecidas e 128 ficaram feridas.
Dados da Xinhua indicaram anteriormente que os níveis de monóxido de carbono na mina de Shanxi ultrapassaram os limites de segurança. Este foi o pior desastre em minas da China em 17 anos, superando a explosão de gás na província de Heilongjiang que matou 108 pessoas.
Governo chinês exige responsabilização rigorosa
O presidente chinês, Xi Jinping, solicitou às autoridades que não poupem esforços na solução da crise. O líder ordenou uma investigação completa sobre a causa do acidente e exigiu uma responsabilização rigorosa dos envolvidos.
O primeiro-ministro Li Qiang reiterou as instruções, apelando à divulgação precisa de informações e à prestação de contas rigorosa sobre as falhas de segurança. A gestão de riscos em mineração segue como um desafio crítico para a economia chinesa.

Fonte: Cnnbrasil