Mapa ilustrativo das áreas de alto-mar protegidas pelo novo tratado da ONU. Mapa ilustrativo das áreas de alto-mar protegidas pelo novo tratado da ONU.

Tratado do Alto-Mar entra em vigor e regula 64% dos oceanos

O Tratado do Alto-Mar entra em vigor regulando 64% dos oceanos. A expectativa é que a economia oceânica movimente US$ 3 trilhões até 2030 segundo a OCDE.

O Acordo BBNJ, conhecido como Tratado do Alto-Mar, entra em vigor estabelecendo novas regras para a proteção de áreas marinhas fora das jurisdições nacionais. A medida marca um passo histórico na governança internacional, abrangendo aproximadamente 64% dos oceanos, o que equivale a metade da superfície do planeta.

Economia do oceano projeta movimentar US$ 3 trilhões até 2030

Com a implementação do tratado, a Economia do oceano tende a ultrapassar a marca de US$ 3 trilhões até 2030, segundo cálculos da OCDE. O acordo cria instrumentos de conservação, padroniza a regulação de atividades de alto impacto e fortalece a capacitação de países em desenvolvimento para a gestão de recursos marinhos.

A falta de regulamentação e fiscalização em áreas de alto-mar contribui historicamente para a sobrepesca e a degradação do ecossistema. Tais impactos afetam diretamente o equilíbrio climático global, tornando a implementação das medidas do BBNJ um ponto central diante do atual cenário ambiental.

Especialistas destacam a importância da transparência no processo

Helena Villela, co-fundadora e líder de pesquisa e impacto da Bravo Impact, define o tratado como um marco global com implementações vitais para a biodiversidade. “A comunicação desse processo de forma honesta e transparente, assim como o engajamento público para cobrar que as medidas sejam realmente implementadas e fiscalizadas, é indispensável para que o tratado tenha sucesso”, afirma Villela.

O acordo também fomenta o desenvolvimento de projetos de conservação, gerando novas oportunidades de empregos e capacitações técnicas. Jorge Brivilati, fundador e líder de criatividade da Bravo Impact, reforça que a iniciativa amplia o engajamento social na agenda ambiental.

“Temas ambientais complexos exigem participação pública informada. Quando a sociedade entende o que está em jogo, aumenta a capacidade de cobrança, de acompanhamento e de apoio às medidas necessárias para proteger os oceanos”, aponta Brivilati. Helena Villela conclui que “É um grande alívio ver temas ambientais tão importantes ganharem protagonismo”, representando uma mudança na percepção coletiva sobre o meio ambiente.

Fonte: Cnnbrasil