Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta quinta-feira (28) em alta na Bolsa de Chicago. O vencimento mais negociado para julho avançou 0,78%, cotado a US$ 11,9450 por bushel.
Segundo a Agrinvest, o complexo soja teve mais um dia positivo, com o grão e seus derivados operando próximos de 1% de valorização. O suporte veio do petróleo, que abriu a sessão em alta, além dos dados divulgados pela EIA, que apontaram queda de 2,1 milhões de barris nos estoques de destilados.
Os estoques de destilados seguem 11% abaixo da média dos últimos cinco anos, enquanto as refinarias operam a 94,5% da capacidade. O cenário indica demanda firme por diesel, o que melhora as margens e aumenta o incentivo à produção de biodiesel e diesel renovável.
Milho registra alta de 0,72% impulsionado pela demanda por etanol
O contrato futuro de milho para entrega em julho encerrou a sessão com alta de 0,72% em Chicago, cotado a US$ 4,5575 por bushel. Os dados da EIA tiveram impacto relevante sobre o mercado do cereal.
O relatório apontou queda de 2,6 milhões de barris nos estoques de gasolina, volume que permanece 6% abaixo da média de cinco anos. A maior demanda por etanol na mistura com a gasolina nos Estados Unidos sustenta os preços do milho pelo aumento do crush, o que reforça o consumo do cereal na produção de biocombustível.
Trigo avança 0,24% com ajustes e preocupações climáticas na Europa
O contrato do trigo para entrega em julho na Bolsa de Chicago subiu 0,24%, cotado a US$ 6,2400 por bushel. De acordo com a Granar, o mercado interrompeu a sequência de perdas registrada na sessão anterior.
O movimento foi impulsionado por ajustes de posição de investidores que realizavam vendas e por preocupações climáticas após uma onda de calor atingir áreas produtoras na Europa. O setor de commodities segue monitorando os desdobramentos climáticos globais.
Fonte: Cnnbrasil