O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, segundo dados da pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira (28). O levantamento aponta que o petista alcançou 46,5% das intenções de voto, enquanto o pré-candidato do PL registra 41,4%, uma diferença de 5,1 pontos percentuais.
O cenário marca uma inversão em relação à sondagem anterior do instituto, realizada em 6 de maio, quando os dois candidatos estavam tecnicamente empatados, com Flávio numericamente à frente (45,3% a 44,7%). A mudança ocorre após a repercussão do caso “Dark Horse”, que envolve a divulgação de áudios nos quais o senador solicita recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
70,4% do eleitorado conhece o caso Dark Horse
De acordo com a pesquisa, 70,4% do eleitorado tomou conhecimento do episódio envolvendo o senador. Entre os entrevistados, 48% consideram o caso grave e defendem uma investigação aprofundada pela Polícia Federal.
Sobre a justificativa de Flávio Bolsonaro, que afirmou tratar-se de patrocínio privado sem irregularidades, 40,6% dos eleitores declararam não acreditar na versão do parlamentar. Em contrapartida, 33,4% disseram confiar na explicação apresentada pelo senador.
Perda de apoio entre eleitores de centro-direita
O levantamento detalha que o senador perdeu apoio especialmente entre eleitores de centro-direita, jovens e aqueles com renda superior a cinco salários mínimos. Maurício Moura, fundador do Ideia, avalia que a insistência no bolsonarismo e a rejeição elevada do parlamentar têm dificultado o desempenho da oposição.
Lula atinge 46,6% de aprovação governamental
Na simulação de primeiro turno, Lula aparece com 38,5% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 31,5%. O instituto também testou o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que registraria 29,6% em um cenário de primeiro turno, caso substituísse o senador na disputa.
A aprovação do governo Lula também apresentou oscilação positiva, atingindo 46,6%, ante 44% na rodada anterior. O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 27 de maio, com 1.500 eleitores, margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Fonte: Estadão