Comissão da Câmara vota nesta quarta parecer sobre fim da escala 6x1 e redução de jornada em contexto de Política Econômica Comissão da Câmara vota nesta quarta parecer sobre fim da escala 6x1 e redução de jornada em contexto de Política Econômica

Comissão da Câmara vota nesta quarta parecer sobre fim da escala 6×1 e redução de jornada

Câmara dos Deputados vota PEC que reduz jornada para 40 horas semanais e acaba com escala 6×1. Saiba os detalhes e prazos da proposta.

A comissão especial da Câmara dos Deputados analisará nesta quarta-feira (27) o parecer sobre uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada de trabalho semanal para 40 horas e acabar com a escala 6×1. O texto, de autoria do relator Leo Prates (Republicanos-BA), propõe ainda a garantia de duas folgas semanais, com uma delas obrigatoriamente aos domingos.

Redução da jornada em duas etapas

A implementação da redução da jornada de trabalho está prevista para ocorrer em duas fases. As primeiras duas horas de corte serão efetuadas em até dois meses após a promulgação da PEC. As quatro horas restantes serão gradualmente reduzidas nos 12 meses subsequentes à primeira etapa, totalizando um período de transição de até 14 meses.

O fim da escala 6×1, que garante pelo menos duas folgas por semana, entrará em vigor 60 dias após a promulgação da proposta. O texto também estipula que acordos e convenções coletivas que contrariem as novas jornadas perderão a validade automaticamente após 60 dias da promulgação, com o objetivo de estimular novas negociações entre empresas e sindicatos.

Alterações constitucionais e exceções

A PEC modifica a Constituição Federal para estabelecer a duração do trabalho normal em no máximo oito horas diárias e quarenta horas semanais. Exceções a essa regra poderão ser definidas por meio de acordos ou convenções coletivas.

A votação na comissão especial já foi adiada anteriormente em virtude de um pedido de vista. Se aprovado, o parecer avançará para o plenário da Câmara, onde necessitará de, no mínimo, 308 votos favoráveis em dois turnos para ser ratificado.

Profissionais com diploma de nível superior que recebem a partir de duas vezes e meia o teto do INSS, o que equivale a aproximadamente R$ 21,1 mil, ficarão isentos das novas regras de jornada e controle de ponto. Essa exceção visa combater a pejotização e oferecer maior liberdade a profissionais de alta renda.

Uma lei complementar poderá ser criada para estabelecer medidas transitórias, com o intuito de amenizar os impactos sobre pequenas e médias empresas, permitindo que estas mantenham seus atuais níveis de trabalho.

Avanço político da proposta

A tramitação rápida da PEC conta com o apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL). A expectativa é de que o texto seja aprovado na comissão e, subsequentemente, no plenário.

No Senado, a tramitação da proposta ainda será definida, mas há uma percepção de receptividade por parte do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Fonte: G1