A Justiça Eleitoral de São Paulo oficializou o cancelamento da filiação do ex-ministro Aldo Rebelo à sigla Democracia Cristã (DC). A decisão, publicada na segunda-feira (25), registra Rebelo como não filiado a partido político junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O juiz eleitoral Tiago Machado determinou que a desfiliação tivesse efeito retroativo à última sexta-feira (22), data da deliberação da agremiação. A medida foi comunicada à Justiça Eleitoral após a direção nacional do DC autorizar a abertura de um procedimento disciplinar para a expulsão sumária do ex-ministro, que era o pré-candidato da legenda à Presidência da República.
Aldo Rebelo afirmou que já apresentou recurso contra a decisão, argumentando que a expulsão sumária não seguiu os ritos previstos no estatuto do partido. Ele declarou que todas as artimanhas para impedir sua candidatura serão derrubadas na Justiça, pois as tentativas estariam eivadas de ilegalidades.
A crise interna no DC se intensificou após o partido indicar o nome do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como alternativa para disputar a Presidência, em substituição a Rebelo. Segundo Rebelo, o presidente do partido, João Caldas, teria decidido pela troca por preocupações relacionadas ao caso Master em Alagoas, e que um ex-ministro do STF poderia ajudar a blindar investigações contra sua família.
Rebelo reagiu publicamente às decisões, classificando a possível candidatura de Barbosa como uma “afronta” e um movimento contrário à transparência e às decisões democráticas. Ele sustentou que sua pré-candidatura era fruto de um compromisso coletivo da direção nacional e que manteria sua disputa até a convenção do partido, mesmo que precisasse judicializar.
Fonte: Estadão