O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 termina em 29 de maio. Estão obrigados a prestar contas ao fisco os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025, realizaram operações em bolsa de valores, possuíram patrimônio superior a R$ 800 mil ou obtiveram rendimentos isentos acima de R$ 200 mil.
O envio fora do prazo sujeita o contribuinte a uma multa mínima de R$ 165,74. Além do custo financeiro, o atraso pode deixar o CPF pendente de regularização, o que impede a realização de financiamentos, emissão de passaporte e outras operações bancárias essenciais.
Organização de documentos acelera o processo
Reunir a documentação antes de iniciar o preenchimento é a estratégia mais eficaz para evitar erros e interrupções. Os documentos fundamentais incluem RG, CPF, comprovante de residência, declaração do ano anterior, informes de rendimentos de bancos e empresas, extratos de investimentos, comprovantes de despesas médicas e educacionais, além de dados de dependentes.
Instituições financeiras disponibilizam informes de rendimentos diretamente em seus aplicativos, eliminando a necessidade de atendimento presencial. O uso de ferramentas digitais permite baixar esses documentos em poucos cliques, otimizando o tempo de preparação da declaração.
Recursos digitais para o preenchimento
O envio pode ser realizado via computador, celular ou tablet pelo programa da Receita Federal ou pelo aplicativo oficial. Para agilizar o processo, recomenda-se utilizar a declaração pré-preenchida, importar dados do ano anterior e utilizar as informações bancárias já cadastradas.
Após inserir todos os dados, o contribuinte deve escolher entre o modelo simplificado ou completo. O modelo simplificado aplica um desconto automático de 20% sobre a renda tributável, sendo indicado para quem possui poucas despesas dedutíveis. O modelo completo é mais vantajoso para quem possui gastos elevados com saúde, educação e previdência privada.
Revisão final evita a malha fina
Antes de transmitir a declaração, a revisão é indispensável para evitar inconsistências que levam à malha fina. É necessário conferir dados pessoais, CPF de dependentes, valores de investimentos, patrimônio e informações sobre compra e venda de bens. Após o envio, o sistema gera um recibo que deve ser armazenado para futuras consultas.
Caso identifique erros após a transmissão, o contribuinte pode realizar a correção por meio da declaração retificadora, disponível no programa da Receita, no e-CAC ou pelo aplicativo oficial. A organização prévia e o uso de recursos como a declaração pré-preenchida são as melhores formas de garantir a conformidade com o fisco.
Fonte: Cnnbrasil