Os juros futuros encerraram o pregão desta terça-feira (28) com variações contidas, após uma sessão marcada por forte volatilidade. Durante o início do dia, a curva foi pressionada pela alta do petróleo, motivada pelo impasse geopolítico entre Estados Unidos e Irã, somada aos dados do IPCA-15 de abril. No entanto, o mercado reduziu as pressões ao longo da tarde, acompanhando a valorização do real.
IPCA-15 registra alta de 0,89% em abril
O índice de inflação oficial, o IPCA-15 de abril, apresentou alta de 0,89%. O resultado ficou abaixo das expectativas de mercado, mas gerou alertas devido à resiliência na inflação de serviços e à pressão observada em bens industriais. Analistas de mercado ressaltam que a surpresa baixista foi concentrada em itens voláteis, como passagens aéreas, o que tende a indicar um movimento de caráter temporário.
Geopolítica mantém barril de petróleo acima de US$ 110
No âmbito global, a ausência de avanços nas negociações entre EUA e Irã manteve o preço do barril do Brent operando acima de US$ 110. O cenário geopolítico segue no radar de investidores que avaliam os possíveis impactos inflacionários da escalada nos preços de energia para o mercado internacional.
Copom decide Selic nesta quarta-feira
O mercado financeiro volta agora suas atenções para a Super Quarta, que traz decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. No cenário doméstico, a expectativa consensual aponta para um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), reduzindo a taxa de 14,75% para 14,50% ao ano.
Em solo norte-americano, o Federal Reserve deve manter os juros inalterados pela terceira reunião consecutiva. A decisão, baseada em sinalizações da ferramenta FedWatch, será monitorada por investidores em busca de direções sobre a política monetária dos Estados Unidos frente às pressões inflacionárias globais persistentes.
Fonte: Globo