Preços do petróleo atingem maior nível desde 2022 em meio a tensões no Irã em contexto de Política Econômica Preços do petróleo atingem maior nível desde 2022 em meio a tensões no Irã em contexto de Política Econômica

Preços do petróleo atingem maior nível desde 2022 em meio a tensões no Irã

Os preços do petróleo atingiram o maior patamar desde 2022 após tensões entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz, impactando a economia global.

Os preços do petróleo atingiram nesta quinta-feira, 30 de abril, o patamar mais elevado desde 2022. A alta foi impulsionada pela divulgação de planos militares dos Estados Unidos para uma possível ação contra o Irã, além da continuidade do bloqueio no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de um quinto da energia consumida mundialmente.

Planos do Centcom preveem ataques para destravar negociações

Relatos indicam que o Comando Central dos EUA (Centcom) preparou propostas para ataques breves e contundentes contra infraestruturas iranianas, visando destravar negociações. Outra possibilidade em análise envolve o controle de partes do Estreito de Ormuz para garantir o fluxo comercial, medida que poderia exigir o envio de tropas terrestres. O presidente Donald Trump reafirmou que o bloqueio naval aos portos iranianos deve persistir enquanto o país não abandonar seu programa nuclear.

O barril do tipo Brent chegou a ultrapassar a marca de US$ 126, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) oscilou próximo aos US$ 107. A volatilidade reflete o temor de uma interrupção prolongada no fornecimento de energia, o que tem pressionado as economias globais.

Jerome H. Powell alerta para inflação e custos de energia

O Banco Mundial estima que o conflito possa elevar os preços da energia em 24% este ano, impactando o crescimento econômico mundial. Nos Estados Unidos, o custo da gasolina subiu significativamente, com o presidente do Federal Reserve, Jerome H. Powell, alertando que a persistência dos altos custos energéticos pode afetar diversos setores, desde tarifas aéreas até o consumo geral, elevando a inflação.

Analistas do Bank of America apontam que o aumento nos preços dos combustíveis já compromete parte do poder de compra das famílias americanas, que haviam sido beneficiadas por cortes de impostos recentes. A Oxford Economics projeta que a inflação deve se manter elevada, com riscos de afetar o mercado de trabalho nos próximos meses.

Brasil mitiga crise com matriz de biocombustíveis

Diante da crise energética global, o Brasil é apontado como um país em posição mais favorável devido à sua matriz de biocombustíveis. Com uma Indústria consolidada de etanol e biodiesel, o país consegue reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados. Embora o preço da gasolina e do diesel tenha subido no mercado interno, o impacto tem sido inferior ao observado em economias como a dos Estados Unidos, reforçando a estratégia nacional de diversificação energética iniciada em décadas anteriores.

Fonte: G1