A primeira-dama Janja da Silva manifestou indignação pública após declarações de Paolo Zampolli, aliado do governo de Donald Trump e enviado especial para assuntos globais. Em entrevista à emissora italiana RAI, Zampolli afirmou que mulheres brasileiras são “programadas para causar confusão” e as classificou como uma “raça maldita”.
O que você precisa saber
- Paolo Zampolli, aliado de Trump, proferiu ataques misóginos e xenófobos contra brasileiras em entrevista internacional.
- O Ministério das Mulheres e parlamentares brasileiros reagiram oficialmente, classificando as falas como discurso de ódio.
- O senador Nelsinho Trad articula a declaração de Zampolli como persona non grata no Brasil.
Reação do governo e do Senado
Janja da Silva destacou que as mulheres brasileiras rompem diariamente ciclos de violência e silenciamento. A primeira-dama reforçou que as brasileiras possuem voz e sonhos, lutando por dignidade e liberdade. O Ministério das Mulheres também emitiu nota oficial repudiando as falas, afirmando que a misoginia não constitui opinião, mas sim uma prática criminosa de incitação à violência.
No âmbito legislativo, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, anunciou que proporá que Zampolli seja declarado persona non grata no Brasil. A medida visa exigir uma retratação formal do assessor americano pelas ofensas proferidas.
Acusações de influência política e deportação
O caso ganha contornos de Política externa e abuso de poder. Zampolli foi casado com a brasileira Amanda Ungaro, com quem tem um filho de 15 anos. Relatos indicam que ele é acusado pela ex-mulher de violência doméstica e abuso psicológico.
Informações apontam que Zampolli teria utilizado sua proximidade com a Casa Branca para influenciar a deportação de Ungaro em 2025. Ele teria contatado o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega para garantir que a ex-mulher fosse detida e removida dos Estados Unidos após uma acusação de fraude no trabalho.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos negou motivações políticas na deportação de Ungaro, sustentando que a medida ocorreu devido ao vencimento do visto e acusações de fraude. A defesa da brasileira, contudo, sustenta que a influência de Zampolli foi determinante para o desfecho do caso.

Fonte: G1