A curva de juros futuros encerrou a sessão de sexta-feira (24) com queda, impulsionada pela expectativa de novas rodadas de negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. O movimento reflete a estabilização do petróleo Brent abaixo de US$ 100 o barril e a expectativa pela decisão sobre a taxa Selic na próxima semana.

O que você precisa saber
- A taxa do DI para janeiro de 2027 caiu 4 pontos-base, fechando a **14,095%**.
- O recuo reflete o otimismo com a diplomacia internacional e a migração para ativos de menor risco.
- O mercado projeta para a próxima semana um corte de **0,25 ponto percentual** na taxa básica de juros.
Movimentação nos contratos de DI
Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) apresentaram quedas em toda a extensão da curva. O DI para janeiro de 2029 encerrou a **13,470%**, recuando 10 pontos-base. Já o contrato de longo prazo, com vencimento em janeiro de 2036, fechou a **13,540%**, com baixa de 12 pontos-base.
Influência dos títulos americanos
O cenário internacional também colaborou para o alívio das taxas. Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro registraram perdas. O título de dois anos terminou a **3,785%**, enquanto o de dez anos recuou para **4,306%**.
Geopolítica e o impacto no mercado
As atenções dos investidores estão voltadas para a diplomacia entre Washington e Teerã. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou o envio dos negociadores Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão neste sábado (25) para discutir novos termos com o Irã.
Progresso nas negociações
O governo americano sinalizou progresso recente por parte dos iranianos. Segundo declarações de Donald Trump, o Irã planeja apresentar uma oferta para atender às exigências dos Estados Unidos, reduzindo a tensão geopolítica sobre as commodities.
Expectativas para a Selic
O mercado financeiro concentra suas apostas na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Dados da B3 indicam que **84% das opções** precificam um corte de 0,25 ponto percentual, o que elevaria a Selic para 14,50% ao ano.
Dúvidas sobre o ciclo de cortes
A continuidade do ciclo de redução em junho ainda divide especialistas. Gino Olivares, economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, ressalta que, mesmo com uma solução para o conflito no Oriente Médio, o desequilíbrio econômico global deve persistir por alguns trimestres.
Fonte: Moneytimes