Aeronave da American Airlines em operação de voo comercial. Aeronave da American Airlines em operação de voo comercial.

Voo comercial entre EUA e Venezuela retoma operação após 7 anos

Estados Unidos retomam voos comerciais diretos com a Venezuela após sete anos de suspensão, marcando uma nova fase nas relações diplomáticas regionais.

O primeiro voo comercial direto entre os Estados Unidos e a Venezuela pousa nesta quinta-feira, 30, em Caracas. A operação marca o fim de uma suspensão de sete anos, imposta pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA devido a preocupações com a segurança aérea.

A retomada das conexões aéreas ocorre logo após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em uma operação realizada no início de janeiro. O movimento acompanha a reabertura formal da embaixada americana em Caracas, consolidando o restabelecimento das relações diplomáticas plenas entre as nações.

O voo AA3599, operado pela Envoy Air, subsidiária da American Airlines, partiu de Miami às 10h16 no horário local. A aeronave tem chegada prevista para três horas depois na capital venezuelana, com retorno programado para a Flórida no final da tarde.

FMI restabelece laços e abre caminho para apoio financeiro

No início de abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou o restabelecimento de suas relações com a Venezuela, após um rompimento que durava desde 2019. O reconhecimento do governo de Rodríguez permite que a instituição inicie a coleta formal de dados econômicos e avalie a oferta de suporte financeiro ao país.

A expectativa é que o Banco Mundial adote uma postura semelhante, o que poderia viabilizar novas linhas de crédito para a economia venezuelana. O cenário de normalização diplomática e econômica é acompanhado de perto pelo mercado, que monitora a estabilidade na região.

As relações entre o FMI e a Venezuela haviam sido interrompidas em março de 2019, momento em que o Fundo reconheceu a oposição, que detinha o controle do parlamento na época, como o governo legítimo da nação sul-americana.

Fonte: Moneytimes