O UBS registrou um lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 3 bilhões no primeiro trimestre, um salto de 80% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado superou a expectativa de US$ 2,8 bilhões projetada por analistas em pesquisa compilada pela LSEG.
O índice de capital principal (CET1) do gigante bancário suíço, que mede a solvência da instituição, subiu para 14,7% no período, ante 14,4% no trimestre anterior. Ao divulgar os números na quarta-feira, o banco confirmou que mantém o plano de recomprar US$ 3 bilhões em ações antes do próximo balanço, após ter recomprado US$ 900 milhões nos primeiros três meses do ano.
Ações do UBS registram alta de 5% após balanço financeiro
Após a divulgação dos dados, as ações do banco registraram alta superior a 5% nas negociações iniciais. A instituição destacou que os mercados mantiveram resiliência, impulsionados pela expectativa de uma resolução duradoura para o conflito no Oriente Médio, tema que também impacta o setor de energia e logística global.
Apesar do otimismo, o banco alertou que os riscos permanecem elevados devido à volatilidade geopolítica. A projeção é de que a receita líquida de juros nos segmentos de gestão de fortunas e banco pessoal e corporativo permaneça estável no segundo trimestre.
CEO Sergio Ermotti aponta crescimento de dois dígitos
O CEO Sergio Ermotti afirmou que o banco teve um trimestre muito forte, demonstrando capacidade de adaptação mesmo diante das tensões decorrentes da guerra entre Estados Unidos e Irã. “Os mercados estão indicando que uma solução será encontrada”, disse o executivo.
Em entrevista à imprensa, Ermotti ressaltou o desempenho robusto no setor de mercados de capitais e o crescimento na unidade de ativos alternativos. “Vimos todos os nossos negócios entregando crescimento de dois dígitos na lucratividade”, afirmou o CEO.
Lucro subjacente atinge US$ 3,9 bilhões no período
O lucro subjacente antes dos impostos totalizou US$ 3,9 bilhões, alta de 54% na comparação anual, superando a previsão de US$ 3,2 bilhões. A divisão de gestão de fortunas captou US$ 37 bilhões em novos ativos líquidos, enquanto a divisão de gestão de ativos atraiu mais de US$ 14 bilhões.
O banco segue em negociação com o governo suíço sobre novas exigências de capital, que poderiam obrigar a instituição a manter US$ 20 bilhões extras para prevenir crises sistêmicas. Sobre o mercado de crédito privado, Ermotti minimizou preocupações: “Não vemos grandes tensões. É mais uma questão de liquidez do que necessariamente um problema de desempenho subjacente”, concluiu.

Fonte: Cnbc