O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma proclamação que modifica as tarifas de segurança nacional, fundamentadas na Seção 232, sobre a importação de aço, alumínio e cobre. A medida visa, segundo a Casa Branca, incentivar investimentos e reconstruir a base industrial americana.
Ajustes nas alíquotas até dezembro de 2027
A nova regra entra em vigor no dia 8 de junho e permanece válida até 31 de dezembro de 2027. Entre as principais mudanças, itens como equipamentos agrícolas e sistemas de ar-condicionado terão a taxação reduzida de 25% para 15%.
Escavadeiras e empilhadeiras importadas de países com acordos comerciais específicos também passarão a ser taxadas em 15%. Para incentivar o uso de insumos locais, fabricantes estrangeiros poderão obter uma tarifa reduzida de 10% caso comprovem que seus equipamentos possuem, no mínimo, 85% de aço ou alumínio produzidos nos Estados Unidos.
Além das reduções, a nova política estabelece novas taxações: estruturas metálicas de armazenamento, como racks de aço, e chapas de alumínio destinadas à indústria gráfica passam a ser sujeitas à tarifa de 25%.
Investigação contra o Brasil via Seção 301
Paralelamente às alterações tarifárias globais, os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo americano propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros.
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) listou como pontos de atrito o funcionamento do PIX, decisões judiciais envolvendo redes sociais, barreiras ao etanol, proteção à propriedade intelectual e falhas no combate ao desmatamento ilegal. A medida ainda não está em vigor e passará por consultas públicas até 15 de julho de 2026.
Produtos estratégicos, incluindo café, carne, fertilizantes e medicamentos, possuem previsão de isenção na lista de retaliação proposta pelo governo americano.
Fonte: G1