STF estuda súmula para balizar projetos com impacto fiscal, diz ministro da Fazenda em contexto de Política Econômica STF estuda súmula para balizar projetos com impacto fiscal, diz ministro da Fazenda em contexto de Política Econômica

STF estuda súmula para balizar projetos com impacto fiscal, diz ministro da Fazenda

O governo articula com o STF a criação de uma súmula para obrigar a apresentação de impacto orçamentário em projetos legislativos que gerem novas despesas.

O Ministério da Fazenda articula junto ao Supremo Tribunal Federal ( STF ) a criação de uma súmula para estabelecer diretrizes sobre projetos legislativos que geram impacto direto nas contas públicas. A proposta visa consolidar o entendimento de que qualquer iniciativa que crie despesas ou renuncie receitas deve apresentar estimativa de impacto orçamentário e indicação de fonte de custeio.

O ministro Dario Durigan confirmou a movimentação após encontros com o presidente do STF , Edson Fachin, e com o ministro Gilmar Mendes. Segundo a pasta, a iniciativa busca conter o avanço das pautas-bomba que ameaçam a estabilidade fiscal. O governo estima que nove propostas em tramitação no Congresso Nacional somam um impacto de R$ 111 bilhões por ano .

Jurisprudência reforça exigência de previsão orçamentária

A nova súmula serviria como uma consolidação da jurisprudência do Tribunal sobre o tema. Em abril, o STF fixou uma tese reforçando a obrigatoriedade de previsão orçamentária para novas despesas. O ministro Gilmar Mendes destacou que a Constituição, desde a Emenda Constitucional 128/2022, veda a imposição de gastos pela legislação federal sem fonte financeira definida.

Durigan ressaltou que o governo busca este diálogo institucional para garantir o equilíbrio das contas. Paralelamente, o Executivo enfrenta desafios no Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou falhas do próprio governo no cumprimento das exigências de cálculo e compensação em medidas de renúncia de receita editadas em 2025.

Acordo no Congresso retira propostas de aumento de despesas

Em meio à articulação com o Judiciário, o governo tenta conter a pressão fiscal no Legislativo. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou que houve um acordo com o presidente do senado , Davi Alcolumbre, para retirar de pauta dispositivos que resultem em aumento de despesas ou perda de arrecadação. A medida afeta temas como planos de carreira de servidores e itens da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026.

Fonte: Estadão