Startups espaciais sondam seguradoras para seus centros de dados de IA em órbita em contexto de Política Econômica Startups espaciais sondam seguradoras para seus centros de dados de IA em órbita em contexto de Política Econômica

Startups espaciais sondam seguradoras para seus centros de dados de IA em órbita

Startups espaciais negociam seguros para data centers de IA em órbita, visando viabilizar operações comerciais e atrair financiamento para a tecnologia.

Empresas do setor espacial iniciaram conversas com o mercado de seguros para avaliar a viabilidade de cobertura para centros de dados de inteligência artificial (IA) em órbita. O movimento é visto como um passo fundamental para transformar projetos experimentais em realidade comercial, permitindo que essas companhias atraiam o financiamento necessário para escalar suas operações.

Setor espacial avalia viabilidade de data centers orbitais

O conceito de satélites dedicados a data centers ganhou tração após ser apontado como uma solução para contornar as limitações energéticas terrestres. Empresas como Orbital, Starcloud, Lonestar Data Holdings e Cowboy Space, além de gigantes como SpaceX e Blue Origin, estão entre as que sinalizam interesse na tecnologia.

Embora o mercado global de seguros espaciais já movimente cerca de **US$ 500 milhões anuais** em prêmios — cobrindo riscos como falhas de lançamento, detritos e clima espacial —, a infraestrutura de IA apresenta desafios inéditos. Especialistas apontam que o setor ainda carece de dados suficientes para modelar os riscos específicos desses equipamentos.

Modelagem de risco e os desafios dos chips de IA

Segundo Kasey Roh, da Upstage AI, o foco atual das discussões não está no valor dos prêmios, mas na capacidade de modelar os riscos envolvidos. Um dos principais obstáculos é a avaliação de chips de IA de rápida evolução, que podem ser sensíveis às condições severas do ambiente espacial, conforme destacou Euwyn Poon, CEO da Orbital.

A corretora Marsh confirmou que tem sido procurada por empresas do setor para entender o escopo de uma futura cobertura. Recentemente, a Lonestar realizou uma apresentação para cerca de 25 seguradoras no mercado Lloyd’s de Londres.

Apesar do interesse, analistas do setor de seguros, como David Wade, da Atrium, ponderam que a demanda por seguros ainda é limitada. Para ele, o mercado só se tornará relevante quando as startups superarem a fase inicial de capital de risco e começarem a expandir suas operações por meio de captação de dívida.

Fonte: Globo