Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF em derrota histórica para o governo em contexto de Finanças do Brasil Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF em derrota histórica para o governo em contexto de Finanças do Brasil

Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF em derrota histórica para o governo

Senado Federal rejeita indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Votação marca derrota para o governo Lula com 42 votos contrários.

O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O resultado representa uma derrota significativa para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sendo a primeira vez em mais de um século que uma indicação presidencial para a Corte é barrada pela Casa.

Placar aponta 42 votos contrários e 34 favoráveis

Para a aprovação, eram necessários 41 votos favoráveis. No entanto, o nome de Messias obteve apenas 34 votos a favor, enquanto 42 senadores votaram contra a indicação. O cenário contrasta com o desempenho anterior na Comissão de Constituição e Justiça, onde o nome havia sido aprovado com 16 votos favoráveis e 11 contrários.

Jorge Messias foi indicado pelo Executivo para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente em outubro de 2025. A mensagem oficial com a indicação chegou ao Senado no início de abril, cinco meses após o anúncio inicial feito pelo presidente Lula.

Randolfe Rodrigues nega falha na estratégia de Lula

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), negou que a rejeição tenha sido fruto de um erro na estratégia de escolha do presidente. Segundo o parlamentar, o governo tinha consciência de que a votação seria apertada, mas manteve a articulação até o último momento.

Randolfe atribuiu o resultado a pressões decorrentes do processo eleitoral em curso e descartou qualquer mudança na relação institucional com o Senado, apesar dos rumores sobre um possível desgaste com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). O líder afirmou que o governo não pretende realizar uma “caça às bruxas” para identificar os votos contrários.

Sobre os próximos passos, Randolfe informou que não há um novo nome definido. O presidente Lula deverá avaliar o cenário e decidir como exercerá sua prerrogativa de realizar uma nova indicação ao Supremo.

Fonte: Infomoney