O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou nesta segunda-feira (8) que existe uma expectativa de recuperar cerca de R$ 1,4 bilhão dos recursos que o Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores públicos estaduais, investiu no Banco Master.
Segundo o governador, o Estado do Rio aplicou mais de R$ 3 bilhões na instituição financeira. A declaração foi feita após uma reunião em Brasília com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, onde outros temas também foram tratados.
“Hoje, estamos estimando o Estado do Rio consiga resgatar cerca de 1,4 bilhão do que o despendeu. Fizemos uma estimativa e parece que o Estado do Rio de Janeiro teve um aporte superior a R$ 3 bilhões, por incrível que pareça, mas nós estamos aí com todos os esforços possíveis para resgatar”, disse o governador em exercício.
Medidas judiciais para bloqueio de ativos do Rioprevidência
Couto afirmou que o governo estadual já adotou medidas judiciais para buscar o ressarcimento dos valores. Segundo ele, decisões favoráveis ao Estado já foram obtidas e parte dos recursos encontra-se bloqueada como garantia para uma eventual indenização.
Investigações apontam que os aportes do Rioprevidência no Banco Master cresceram sete vezes em um ano sem o aval do Comitê de Investimentos da entidade. Além disso, o fundo foi o único cotista de dois fundos de investimentos ligados ao banco, conforme representação da Polícia Federal enviada ao Supremo Tribunal Federal.
Dívida com a União atinge R$ 231 bilhões
Na reunião com o ministro Dario Durigan, Ricardo Couto também tratou da dívida do estado com a União, que atinge R$ 231 bilhões. O Rio de Janeiro busca alternativas para evitar que as parcelas mensais subam de R$ 270 milhões para R$ 436 milhões após o fim de uma liminar do STF em julho.
“Os pontos que nós estamos levando é a perspectiva de termos o reconhecimento de um crédito por parte do governo do estado junto a Petrobras, a possibilidade de nós usarmos esse crédito junto à União até quem sabe para realizar o pagamento da dívida, o que poderia acarretar uma antecipação de 3 anos pela primeira vez, no âmbito dessa questão que envolve o estado do Rio e União”, disse ele.
Desapropriação da Refit para pagamento de dívidas
O governador também discute o futuro do terreno da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, que possui cerca de 600 mil metros quadrados. O governo estuda formas de desapropriar a área para utilizar o valor de uma eventual venda no pagamento das dívidas da empresa com os cofres públicos, que já superam R$ 13 bilhões.

Fonte: G1